Meu cunhado e família estão vindo nos visitar e queremos deixar o nosso carro disponível para eles passearem por aí. Uma preocupação é quanto o seguro (acho que não há problemas) e outra é sobre algumas regrinhas básicas para dirigir por aqui. Talvez eu não vá lembrar todas de cabeça, mas pensei em publicar esse post para dar umas dicas àquelas pessoas que podem algum dia alugar um carro e dirigir por Ontário.
1) É permitido virar à direita mesmo com o farol vermelho (regra).
- a menos que haja alguma placa informando que é proibido virar à direita (sempre) ou somente no farol verde.
- antes de virar veja se não há bicicleta vindo, ou pedestre correndo, ou pedestre atravessando a rua (uma vez que o farol de pedestre provavelmente estará aberto para ele) - a dica é: pare, espere todos passarem e depois vá (mesmo que o farol fique amarelo... e daí olhe se não vem carro vindo pela esquerda, uma vez que o farol dele irá abrir).
2) No geral é sempre possível virar no cruzamento à esquerda.
- pelo menos em Downtown há bastante placa com o horário em que isso é permitido (por exemplo, das 18h às 6h) - preste atenção antes de virar!
- enquanto tiver fluxo do outro lado da rua (vindo em sentido oposto), espere no meio do cruzamento. Você terá oportunidade de virar quando o farol ficar amarelo!
- talvez haverá carros do outro sentido também querendo virar à esquerda - a dica é: espere no cruzamento junto com o carro caso não tenha visão se há outros carros atravessando.
- quando for virar à esquerda, o farol do pedestre estará aberto - a dica é: olhe se tem pedestre atravessando ANTES de virar para não bloquear os carros que estão no outro sentido e querem atravessar. Lembre-se de que o pedestre tem prioridade e não vai atravessar a rua correndo por sua causa.
3) Estacionar em Downtown é um capítulo a parte.
- As placas são confusas. Há placas indicando que é permitido estacionar (gratuitamente) em alguns dias do mês. Há placas indicando que é permitido estacionar em alguns dias da semana e em alguns horários.
- O parquímetro aceita cartão de crédito e moedas. Você pode escolher pagar o valor/tempo máximo ou por tempo (se você souber mais ou menos quanto tempo vai deixar o carro estacionado, essa opção geralmente compensa). Coloque o ticket no display do carro virado para cima!
- Não estacione na frente de um hidrante! Quando a rua estiver com um monte de carros estacionados e de repente você vê uma possível vaga, há muita chance de ter um hidrante.
- Há estacionamentos com parquímetro e há aqueles em que você faz um "depósito" e quando for retirar o carro, o carinha calcula se você tem direito a troco. Há também os estacionamentos cujo preço é fixo.
4) Lanterna.
- Carros novos já acendem as luzes automaticamente.
- Em carros mais antigos, você precisa acender! Não esqueça!
5) Abastecer.
- Há postos com frentista. Recomendo dar uma gorjeta!
- A maioria dos postos é self-service. Pare perto da bomba, abra a tampa do tanque, insira o cartão de crédito na bomba, retire a mangueira, selecione a octanagem, abasteça o quanto quiser, peça para imprimir o recibo e coloque a mangueira de volta, feche a tampa do tanque, pegue o recibo e fim. Não precisa esperar voltar para a tela inicial (uma vez fiquei pensando se um outro carro poderia abastecer com o meu cartão...).
6) Calibrar o pneu (pouquíssimas vezes fiz isso, pois o vendedor disse que o carro avisa se estiver descalibrado... e a gente acredita).
- Precisa de moedas!!! (25 cents, 1 dollar, 2 dollars)
- Geralmente tem um barômetro manual e nunca um eletrônico como no Brasil.
7) Pelezinho (virar o carro para o outro sentido da rua).
- É permitido, mas em Downtown muitas vezes o motorista leva buzinada, pois a manobra pode demorar um pouco para quem não tem experiência.. e as pessoas não têm muita paciência.
8) Motos (há muitas no verão).
- A moto ocupa o lugar de um carro e não anda entre os carros (isso no geral e na lei).
- Se houver trânsito, ela vai parar bonitinha atrás do carro e não vai querer passar na entre-faixa. Se ela estiver andando meio no canto da faixa, não ande do lado da moto.
9) Streetcar (bonde).
- Se você estiver na faixa ao lado (direito) do streetcar, preste muita atenção quando houver um ponto de bus. Você TEM de parar antes do streetcar para as pessoas embarcarem e desembarcarem. (pois é, o trilho não fica na faixa da direita).
10) X piscando
- Significa que tem pedestre atravessando a rua e você TEM de dar preferência para ele. Pare, espere ele atravessar, veja se não tem mais ninguém vindo correndo e passe. (quando vir um X na rua, já fique esperto).
11) Ambulância, carro de polícia, carro de bombeiros
- Quando ouvir a sirene, encoste na direita e pare! Espere o carro passar e então dê a seta para esquerda e continue seu caminho.
12) STOP all way
- Muitas vezes haverá cruzamento com a placa STOP (pare) + "ALL WAY" embaixo. Significa que a preferência é por ordem de chegada (acho isso muito bom). Ao se aproximar dessa placa, preste atenção em quem chegou primeiro, pois este será o primeiro a atravessar... e assim sucessivamente. Na dúvida, tem preferência quem está a direita.
Acho que lembrei dos mais importantes...
ufa
[]s
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quinta-feira, 27 de outubro de 2011
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Mães más
Recebi o texto por email e decidi publicar, pois achei que vale a pena deixar registrado pelo teor do discurso de uma professora do Arqui.
MÃES MÁS
Um dia, quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entenderem a lógica que motiva os pais e as mães, eu hei de dizer-lhes:
“Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão.
Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.
Eu os amei o suficiente para fazê-los pagar as balas que tiraram do supermercado ou as revistas do jornaleiro, e fazê-los dizer ao dono: “Nós pegamos isto ontem e queríamos pagar!”.
Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto de vocês duas horas enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em quinze minutos.
Eu os amei o suficiente para deixá-los ver além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.
Eu os amei o suficiente para deixá-los assumir a responsabilidade de suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.
Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer-lhes não quando eu sabia que poderiam me odiar por isso (e em momentos até odiaram).
Essas eram as mais difíceis batalhas de todas. Estou contente, venci. Porque no final vocês venceram também. E em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entenderem a lógica que motiva os pais e as mães, quando eles lhe perguntarem se a sua mãe era má, meus filhos vão dizer: “Sim, nossa mãe era má.
Era a mãe mais má do mundo...”.
As outras crianças comiam doces no café e nós tínhamos que comer cereais, ovos e torradas. As outras crianças bebiam refrigerantes e comiam batatas fritas e sorvete no almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas. E elas nos obrigava jantar à mesa, bem diferente das outras mães que deixavam seus filhos comerem vendo televisão. Ela insistia em saber onde estávamos a toda hora (tocava
nosso celular de madrugada e fuçava nos nossos e-mails). Era quase uma prisão.
Mamãe tinha que saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles.
Insistia que lhe disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos uma hora ou menos.
Nós temos vergonha de admitir, mas ela violava as leis do trabalho infantil. Nós tínhamos que tirar a louça da mesa, arrumar nossas bagunças, esvaziar o lixo e fazer todo esse tipo de trabalho que achávamos cruéis. Eu acho que ela nem dormia a noite pensando em coisas para nos mandar fazer.
Ela insistia sempre conosco para que lhe disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade. E quando éramos adolescentes, ela conseguia até ler nossos pensamentos. A nossa vida era muito chata. Ela não deixava os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos, tinham que subir, bater à porta, para ela
conhecê-los. Enquanto todos podiam voltar tarde da noite, com doze anos, tivemos que esperar pelos dezesseis para chegar um pouco mais tarde e aquela chata levantava para saber se a festa foi boa (só para saber como estávamos ao voltar).
Por causa de nossa mãe, nós perdemos imensas experiências na adolescência.
Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubos, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime. Tudo por causa dela.
Agora que somos adultos honestos e educados, estamos a fazer o nosso melhor para sermos pais maus, como foi minha mãe.
Eu acho que este é um dos maiores males do mundo hoje:
Não há suficientes mães más.”
Dr. Carlos Hecktheuer - Médico Pediatra
MÃES MÁS
Um dia, quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entenderem a lógica que motiva os pais e as mães, eu hei de dizer-lhes:
“Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão.
Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.
Eu os amei o suficiente para fazê-los pagar as balas que tiraram do supermercado ou as revistas do jornaleiro, e fazê-los dizer ao dono: “Nós pegamos isto ontem e queríamos pagar!”.
Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto de vocês duas horas enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em quinze minutos.
Eu os amei o suficiente para deixá-los ver além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.
Eu os amei o suficiente para deixá-los assumir a responsabilidade de suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.
Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer-lhes não quando eu sabia que poderiam me odiar por isso (e em momentos até odiaram).
Essas eram as mais difíceis batalhas de todas. Estou contente, venci. Porque no final vocês venceram também. E em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entenderem a lógica que motiva os pais e as mães, quando eles lhe perguntarem se a sua mãe era má, meus filhos vão dizer: “Sim, nossa mãe era má.
Era a mãe mais má do mundo...”.
As outras crianças comiam doces no café e nós tínhamos que comer cereais, ovos e torradas. As outras crianças bebiam refrigerantes e comiam batatas fritas e sorvete no almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas. E elas nos obrigava jantar à mesa, bem diferente das outras mães que deixavam seus filhos comerem vendo televisão. Ela insistia em saber onde estávamos a toda hora (tocava
nosso celular de madrugada e fuçava nos nossos e-mails). Era quase uma prisão.
Mamãe tinha que saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles.
Insistia que lhe disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos uma hora ou menos.
Nós temos vergonha de admitir, mas ela violava as leis do trabalho infantil. Nós tínhamos que tirar a louça da mesa, arrumar nossas bagunças, esvaziar o lixo e fazer todo esse tipo de trabalho que achávamos cruéis. Eu acho que ela nem dormia a noite pensando em coisas para nos mandar fazer.
Ela insistia sempre conosco para que lhe disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade. E quando éramos adolescentes, ela conseguia até ler nossos pensamentos. A nossa vida era muito chata. Ela não deixava os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos, tinham que subir, bater à porta, para ela
conhecê-los. Enquanto todos podiam voltar tarde da noite, com doze anos, tivemos que esperar pelos dezesseis para chegar um pouco mais tarde e aquela chata levantava para saber se a festa foi boa (só para saber como estávamos ao voltar).
Por causa de nossa mãe, nós perdemos imensas experiências na adolescência.
Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubos, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime. Tudo por causa dela.
Agora que somos adultos honestos e educados, estamos a fazer o nosso melhor para sermos pais maus, como foi minha mãe.
Eu acho que este é um dos maiores males do mundo hoje:
Não há suficientes mães más.”
Dr. Carlos Hecktheuer - Médico Pediatra
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