quarta-feira, 5 de dezembro de 2018
Vazio
Não sei como começar esse post..
No final de 2010 conheci a Gia. Ela estava num Pet Shop toda calma, preguiçosa. Abri o cercadinho dela, ela se espreguiçou e saiu calmamente até se esfregar na minha mão. Bingo! Essa era a gata que eu queria!
A primeira noite foi tudo novidade. Fechamos a porta do quarto primeiro. Ela saiu do carrier e se escondeu debaixo da cama, com medo. Depois aos poucos saiu para explorar o novo ambiente. Fiz carinho e ela começou a ronronar muito excitadamente. Fiquei preocupado.. achei que ela teria um troço.
Talvez no terceiro dia abrimos a porta do quarto e lá foi ela explorar a sala, banheiro, cozinha e achou o canto favorito, em cima do puff perto da janela.
Ela nunca miou alto. Ela sempre foi muito sociável e gostava de brincar. Lembro quando ela ficava meio escondida esperando eu passar para então "atacar" minha perna. Daí eu saía correndo atrás dela e depois ela fazia de novo.
Ela nunca curtiu muito sair do apartamento. Ficava estressada, com medo.
Lembro a primeira vez que dei catnip e ela ficou maluquinha. Fiquei com medo de fazer mal e evitei.
No ano em que a Amanda nasceu e já estávamos em outro apartamento, a Gia ficou doente. Ela apresentava dores para urinar e saía sangue. Dava dó só de olhar e um pouco de raiva, pois tinha de lavar roupa de cama, capa de sofá algumas vezes por semana, ou até mesmo por dia. Depois de muito vaivém no veterinário, finalmente tivemos uma guia para fazer uma ultrassonografia e daí foram constatados cristais na bexiga. Mudamos a alimentação com uma ração com menos sal e daí ela melhorou.
Amanda e a Gia ficavam sempre muito próximas. Não parecia ciúmes, mas sim coisa de irmã mais velha. Era interessante ver.
Após a separação a Gia se tornou minha grande companheira. Ela seguia minha rotina. Ela ia para a cama e ficava comigo, eu acordava e ela me seguia até o banheiro, eu voltava para casa e ela vinha me receber na porta. Eu conversava com ela.
Acho que o lugar que ela mais gostava era o sofá. Eu sentava e lá vinha ela se encostar. Era batata!
Na última 3a feira de manhã, antes de sair de casa para levar a Amanda na escola eu notei algo estranho. Ela ficou na dela, nem me seguiu até o banheiro, nem foi para o sofá. Até comentei com a Amanda que achava que a Gia estava doente ou meio triste.
Naquele dia eu voltei para a casa e ela não veio me receber na porta. Comecei a ficar preocupado. Fui ver aonde ela estava e a encontrei parada perto da cama com cara de cansada. Conversei com ela perguntando se estava tudo bem.
Coloquei o patê e esperei que ela viesse comer como era de costume. Ela não veio. Aí fiquei bem preocupado. Fui ao sofá e daí ela veio, passou perto de mim. Senti um cheiro bem ruim e pensei que ela estava meio cabisbaixa por ter algum cocô grudado no pelo dela (isso já tinha acontecido antes..), mas não encontrei.
Daí começou o pesadelo..
Depois de procurar o cocô eu acabei encontrando uma ferida na barriga dela. Até pensei que fosse algum bicho que tivesse picado e ela foi lá e lambeu. Estava com pus.
Resolvi dar um banho para limpar a ferida. Enchi a banheira, peguei a Gia e coloquei na água. Ela não pulou como era de se esperar. Acho que naquele momento ela já estava sem forças. Lavei a região e vi que era na verdade uma bola e uma ferida. Ela estava nervosa... e acabou fazendo xixi na banheira. Sequei calmamente e ela deixou. Percebi que ela estava com muito medo de tudo.
Ela saiu do banheiro e ficou deitada no chão. Deitei junto e fiquei conversando com ela e fazendo carinho. Acho que ela se acalmou.
Depois disso ela ficou quietinha no quarto, na cama da Amanda. Eu levei o patê e água para ela. Ela comeu um pouco do patê. Nessa hora eu já estava preocupado e pensando mil coisas. Decidi procurar um veterinário 24 horas. Fui no Google, liguei para 2 clínicas e elas não estava atendendo emergências. Pesquisei rapidamente sobre a ferida..
O veterinário dela abria às 8h da manhã e acabei decidindo deixar para o dia seguinte. Fui dormir e ela não foi para a minha cama... já sem forças. Eu deveria ter pego ela e dormido junto.. deveria ter dado companhia...
Na manhã seguinte liguei e pedi um encaixe de emergência. Queria uma análise, alguma direção. Consegui uma consulta às 9h10... 4a feira, dia 28 de Novembro.
Ela entrou no carrier sem problemas. O cheiro estava forte novamente...
Pegamos um Uber e lá chegamos.
Assim que entramos na sala, a Gia começou a tremer... ela nunca gostou de ir ao veterinário. Levaram ela para dentro para acalmá-la, ver o batimento cardíaco, ver a respiração. Esperei...
Depois de um tempo a veterinária me chama na sala:
- Olha, ela está muito nervosa e com dificuldades para respirar. Colocamos no oxigênio e conseguimos ver a ferida.. Infelizmente pode ser um tumor. Na maioria dos casos não é benigno, mas quero tirar umas radiografias para ver se é apenas local
- Puxa... eu não tinha percebido
- Às vezes é muito rápido.. e não dá para perceber, pois os gatos não dão indícios.. somente quando mudam de comportamento
- E quais são os próximos passos?
- Quero tirar uma radiografia local e ver se atingiu os pulmões. Vamos ver se ela se acalma primeiro... dei um sedativo e deve fazer efeito em breve. Você pode ir para casa ou trabalhar e a gente liga quando houver mais resultados
Voltei para o trabalho... triste, mas até que otimista. O telefone toca cerca de 1h depois... e falo que chego lá em 30min.
Umas 11h45 entro na sala, mais resultados:
- Finalmente conseguimos tirar as radiografias. Ela estava muito agitada, mas fizemos rápido. Não tenho boas notícias... infelizmente. Deixa eu te mostrar...
Nem sei o que pensei..
- Aqui está o tumor e essa área aqui deveria estar claro o pulmão, mas não está. Há muito líquido e essas manchas brancas no pulmão indicam que o tumor espalhou.. O coração também não está dando para ver direito. Você chegou a perceber algo na respiração dela?
- Não, nunca a vi puxando o ar... minha filha tem asma e sei como é o esforço de puxar o ar para dentro
- A Gia está com muita dificuldade para respirar... está no oxigênio
- E o que podemos fazer..?
- Infelizmente não tenho boas notícias... desculpe. Do jeito que ela está, pode durar mais 1 ou 2 dias... ou se tirarmos o líquido do pulmão para ajudar na respiração pode durar mais 1 ou 2 semanas, mas precisaria fazer esse procedimento várias vezes... a cirurgia nesse caso não é recomendada... então infelizmente minha recomendação para que ela não sofra é colocar para dormir
- Como assim? O que isso significa?
- Que a gente dá um sedativo como anestesia, ela dorme.. e a gente dá outra injeção para parar o coração. Desculpe... sei que é muita informação
Nessa hora eu quase chorei, mas muita coisa veio a minha cabeça... comecei a falar coisas meio sem sentido..
- Eu deveria ter percebido antes...
- Você não tem culpa, como eu disse, muitas vezes não dá para perceber.. e você percebeu alteração no comportamento dela
- Sim, mas de repente ela estava tentando me dizer antes... não sei..
- Sei que é muita informação.. vou deixá-lo na sala sozinho para pensar nas alternativas, dar telefonemas... o tempo que precisar e depois você me chama..
Liguei para a Claudia. Falei da situação... e disse que ia optar pela eutanásia.. para que ela não sofresse mais, muito menos em casa sem ter o que fazer. Perguntei se ela queria se despedir.. se de repente a Amanda iria querer se despedir. Ela disse que não daria para ir pegar a Amanda e levar ao veterinário. Foi tudo muito rápido... decidi ir buscar a Amanda e deixá-la se despedir. Cresceram juntas... e para mim iria doer mais ouvir "mas eu queria ver a Gia..."
Chamei a médica. Falei que não esperava ter de tomar aquela decisão assim.. tão rápido, mas que concordava que achava melhor não deixá-la sofrer. Falei que queria trazer a Amanda e ia demorar 1 hora mais ou menos. Ela perguntou se eu queria ver a Gia... e fui vê-la... cena triste. Ela me viu, mas não parecia ter forças.. e não se levantou.
Fui para a escola, ela veio me encontrar na secretaria meio surpresa. Expliquei rapidamente que a Gia estava muito doente e estava no veterinário.. e que precisava virar estrelinha, pois estava sofrendo. Muitas dúvidas vieram na cabeça da Amanda, mas somente as lágrimas saíram... de muita tristeza. Abracei, chorei.. tentei explicar da melhor forma possível.. disse que meu coração também estava em profunda tristeza e que eu tinha tentado buscar explicações. Disse que me sentia culpado... e a Amanda disse "mas você não sabia papi..."
Foi uma corrida de Uber silenciosa, alternada com choro.. tentando buscar forças.
Entramos na sala. Uma assistente explicou o procedimento, assinei uns termos, ela apresentou uma brochura sobre o cemitério, lembranças, etc... tudo coisa que eu não queria ter de escolher, discutir, pensar..
A médica trouxe a Gia... nitidamente enfraquecida, respirando com dificuldade. Não dava para acreditar... Falei para a Amanda que queria tirar uma foto para recordar que sempre estivemos ao lado dela, mas que queria que não fosse triste.. queria tentar buscar na memória os momentos felizes... não deu, choramos.
Peguei a Gia no colo, mostrei o machucado para a Amanda. Dei um abraço na Gia, conversei com ela... fiz muito carinho. Ela estava calma. Amanda estava chorando...
Chamei a médica e disse que estávamos prontos para despedir... não ficamos mais na sala. A médica esboçou um choro ao ver nós dois abalados. Falamos tchau para a Gia.. ela se virou.. deitou de costas para nós. Foi melhor assim.
Paguei as despesas... a secretária chorou ao ver a cara de triste da Amanda...
Pegamos um Uber para casa... não conseguíamos acreditar. Amanda chorava, passava.. e chorava de novo. Eu também. Ficamos em silêncio... depois sugeri tentarmos fazer alguma coisinha que talvez nos fizesse feliz... um sorvete de repente.
Amanda foi para a Claudia naquela noite..
Eu chorei ainda mais.. me culpei, de certa forma arrependi... tentei buscar um lado racional na decisão.
E há uma semana a Gia se foi... a casa ficou vazia
Se não percebi antes, peço desculpas. Vou carregar a culpa para sempre.
Tento pensar que o amor liberta e não sei se conseguiria viver com o sentimento de egoísta se eu a trouxesse de volta para a casa ela morresse com dor em 1 ou 2 dias... sem tempo de levá-la novamente ao veterinário..
Com tristeza e com amor..
Robinson
sábado, 13 de outubro de 2018
Vamos falar de futebol?
Meu pai tem afeição ao Corinthians, mas nunca foi um fanático torcedor. Por essa inclinação, lembro que eu tinha um uniforme do Corinthians e quando assistia aos jogos pela TV, eu ficava admirado em ver o Sócrates dando aqueles passes de calcanhar e deixando os adversários perdidos. Futebol bonito de se ver!
Mas na escola era assim... sempre perguntavam:
- Ei, para que time você torce?
- Brasil
- Brasil não é time, é seleção
- Ué, mas seleção é um time
- Sim, mas estou falando de Corinthians, Palmeiras, entende..?
- Ah tá.. então não sei, nenhum
- Mas você precisa torcer para algum time
- Mas eu não torço
- Ah, deixa prá lá então
Cresci assim, sem time. E mesmo não tendo um time, eu gostava de assistir aos jogos... Copa do Mundo então, eu era e ainda sou muito empolgado. Sei que parece tarefa difícil para muitos acreditar que eu vejo o jogo com olhar imparcial e quando digo "foi um jogo bom de se ver, jogaram bem, time A merecia aquele gol hein?" sempre me olharam estranho e já puxavam a conversa para um lado ou de outro.
Para mim, essas discussões que viram brigas são ruídos. Já assisti a muitos clássicos em casa de amigos e é mais ou menos assim o cenário: (imagine um clássico Corinthians e Palmeiras numa final rolando na TV, os times empenhados e jogo acirrado)
- Pô, lá vai o Corinthians roubar de novo!
- Falou quem não tem Mundial
- Esse seu time não fez nada durante o campeonato inteiro
- O seu técnico saiu na TV para ofender a mãe do jogador do meu time, você acha certo isso?
- Não é, mas você viu o que o cara falou antes?
- Não importa, seu time não tem Mundial
- Ah, vá se f*, o seu não tem estádio e sempre joga com o juiz
- A gente ganha na raça, no futebol
- E aquele jogo da Libertadores que vocês perderam hein?
- Aqui é Corinthians na vitória ou derrota
E assim vai..
Enquanto eu só prestando atenção no jogo e esperando o gol. Pensando em quem vai representar o Brasil na Libertadores ou qual jogador estaria na Seleção. Para mim seria simples, os melhores vão para a Seleção e vai misturar Corinthians e Palmeiras ué.. por que não?
Tem muita gente que não gosta de perder e falta até no trabalho após a derrota do time. O problema é quando o medo encontra o ódio.. ah, meu amigo... o ódio cega. O ódio irrita a vista, os ouvidos, dói na alma. Ver o adversário usando a camisa do "inimigo" então... é pedir para apanhar!
E ao meu ver... essas pessoas estão defendendo quem mesmo? O clube?
E esse medo é do quê? De não pertencer? De ter de aceitar o outro?
Não entendo.
Acho que torcer é saudável, impulsiona o seu time. Extremos não são.
Torcer de forma saudável ajuda a abrir os olhos para o outro lado e falar "caramba, queria aquele jogador do outro time na minha equipe".
Olha só.. esse ano foi ano de Copa.
Acho o Neymar um jogador com qualidades e técnica excepcionais. Acho ele um garoto mimado e vi muitas vezes ele jogando sujo... não curto, não me representa. Gosto de vê-lo em campo jogando futebol limpo e bonito, mas se ele foge as regras, quero que seja punido e que seja responsável sobre o impacto que isso vai trazer para toda a equipe (dentro e fora de campo).
Quero ver o Brasil ser campeão novamente e independente se um jogador vem do PSG ou do Barça ou do Corinthians ou do Palmeiras.
Pra frente Brasil!
Assinado
Um Brasileiro
Mas na escola era assim... sempre perguntavam:
- Ei, para que time você torce?
- Brasil
- Brasil não é time, é seleção
- Ué, mas seleção é um time
- Sim, mas estou falando de Corinthians, Palmeiras, entende..?
- Ah tá.. então não sei, nenhum
- Mas você precisa torcer para algum time
- Mas eu não torço
- Ah, deixa prá lá então
Cresci assim, sem time. E mesmo não tendo um time, eu gostava de assistir aos jogos... Copa do Mundo então, eu era e ainda sou muito empolgado. Sei que parece tarefa difícil para muitos acreditar que eu vejo o jogo com olhar imparcial e quando digo "foi um jogo bom de se ver, jogaram bem, time A merecia aquele gol hein?" sempre me olharam estranho e já puxavam a conversa para um lado ou de outro.
Para mim, essas discussões que viram brigas são ruídos. Já assisti a muitos clássicos em casa de amigos e é mais ou menos assim o cenário: (imagine um clássico Corinthians e Palmeiras numa final rolando na TV, os times empenhados e jogo acirrado)
- Pô, lá vai o Corinthians roubar de novo!
- Falou quem não tem Mundial
- Esse seu time não fez nada durante o campeonato inteiro
- O seu técnico saiu na TV para ofender a mãe do jogador do meu time, você acha certo isso?
- Não é, mas você viu o que o cara falou antes?
- Não importa, seu time não tem Mundial
- Ah, vá se f*, o seu não tem estádio e sempre joga com o juiz
- A gente ganha na raça, no futebol
- E aquele jogo da Libertadores que vocês perderam hein?
- Aqui é Corinthians na vitória ou derrota
E assim vai..
Enquanto eu só prestando atenção no jogo e esperando o gol. Pensando em quem vai representar o Brasil na Libertadores ou qual jogador estaria na Seleção. Para mim seria simples, os melhores vão para a Seleção e vai misturar Corinthians e Palmeiras ué.. por que não?
Tem muita gente que não gosta de perder e falta até no trabalho após a derrota do time. O problema é quando o medo encontra o ódio.. ah, meu amigo... o ódio cega. O ódio irrita a vista, os ouvidos, dói na alma. Ver o adversário usando a camisa do "inimigo" então... é pedir para apanhar!
E ao meu ver... essas pessoas estão defendendo quem mesmo? O clube?
E esse medo é do quê? De não pertencer? De ter de aceitar o outro?
Não entendo.
Acho que torcer é saudável, impulsiona o seu time. Extremos não são.
Torcer de forma saudável ajuda a abrir os olhos para o outro lado e falar "caramba, queria aquele jogador do outro time na minha equipe".
Olha só.. esse ano foi ano de Copa.
Acho o Neymar um jogador com qualidades e técnica excepcionais. Acho ele um garoto mimado e vi muitas vezes ele jogando sujo... não curto, não me representa. Gosto de vê-lo em campo jogando futebol limpo e bonito, mas se ele foge as regras, quero que seja punido e que seja responsável sobre o impacto que isso vai trazer para toda a equipe (dentro e fora de campo).
Quero ver o Brasil ser campeão novamente e independente se um jogador vem do PSG ou do Barça ou do Corinthians ou do Palmeiras.
Pra frente Brasil!
Assinado
Um Brasileiro
quinta-feira, 28 de dezembro de 2017
2018 será um ano ímpar!
Sobre 2017...
Que
seja pelo fato de que a cada 7 anos nossa mente e corpo mudam ou pelo
fato de que a vida começa aos 40, só sei que em 2017 (7 anos da minha
vida aqui no Canadá) muitas
coisas aconteceram.
Na
vida profissional, apesar de não ter recebido a promoção que esperava,
posso dizer que ganhei mais responsabilidade, ganhei mais respeito,
influenciei mais pessoas, tomei
mais decisões, mudei de escritório e ganhei um lugar ao lado da janela
(faz uma certa diferença para mim), implantei soluções no país inteiro,
trabalhei em estratégia, trabalhei em treinamento, amadureci.
Viajei
menos do que eu gostaria, mas conheci lugares diferentes e incríveis.
Comecei o Ano no Brasil, conheci Blue Mountain, fui pela segunda vez a
San Francisco e vi uma
cidade por um outro ângulo. Saí correndo pela cidade...
Por
falar em corrida, esse ano corri 4 corridas de 10 km, 1 meia-maratona
(21.1 km) e 1 corrida de 5 km. Corri bastante na rua. Conheci um pedaço
da Belt line e me perdi
algumas vezes no cemitério. Corri pela manhã, pela tarde, pela noite.
Tive algumas lesões nos joelhos, no tendão de aquiles, nas costas... O
corpo pediu para parar e assim foi por um bom tempo. Perdi 3 exames de
faixa no Krav Magá e isso me deixou frustrado.
Voltei aos poucos... mudei a forma de correr, fiz fisioterapia e voltei
às corridas e ao treino de Krav. Depois de muito esforço eu consegui
voltar ao meu tempo na corrida e consegui avançar de faixa.. e encostar
no nível Avançado.
Talvez
tenha perdido um pouco de peso e ganhado um pouco de massa muscular..
Eu me alimentei melhor, comi menos KFC, menos fritura.
Conheci
meninas e não deu muito certo não. Aprendi que ser solteiro não é ser
sozinho. Aproveitei o meu tempo sozinho para me re-inventar. Fiz uma
auto-análise, listei as
coisas no meu Ikigai. Mudei uma coisa aqui, outra ali e aos poucos fui
chegando na versão 2.0. Já era hora de atualizar o firmware.
Dirigi
menos, abandonei o carro. Andei mais a pé, de carro alugado de vez em
quando e de uber. Devo ter bebido mais do que nos últimos anos e
descobri que tudo bem beber
para socializar assim como tudo bem falar não, por não curtir bebida.
Passei
muito tempo com a Amanda, muito tempo mesmo. Fizemos coisas muito
enriquecedoras e espero que tenha construído boas memórias. Viajamos
juntos, fomos ao teatro, ao
cinema, ao Medieval Times, ao Aquário, ao Ontario Science Centre, a
Legoland, a parques, a piscina, a festas. Passamos bons tempos em casa
também brincando de Robot Turtles, quebra-cabeça, Play-Doh, artes,
desenhos, palavras, música, violão, TV, fazendo cookies,
lendo livros, brincando na banheira, brincando na cama, etc.
Fiz novos amigos, demos risadas. Recebi amigos em casa, cozinhei para eles. Foi bom.
Vi pessoas próximas partirem..
Acho
que fiz o bem, fui uma boa pessoa, um bom cidadão. Acho que fui honesto
e justo com todos e comigo. Eu me senti mal das vezes em que “briguei”
com a Amanda, mas sei
que fiz isso pelo tanto que eu a amo. Quem ama educa, não é mesmo?
domingo, 19 de novembro de 2017
8 dias em San Francisco com a Amanda
Essa foi a segunda vez que fui a San Francisco. A primeira vez foi em 2011 e fiquei apenas uns 4 dias. Dessa vez fui com a Amanda que está com 5 anos e ficamos 8 dias.
Vou tentar descrever o plano e uma espécie de diário..
Como eu tenho apenas 15 dias úteis de férias por ano, resolvi aproveitar essa oportunidade de combinar o feriado de Remembrance Day da 2a feira dia 13 de Novembro e o dia "off" do meu aniversário na 6a feira dia 17 de Novembro. Sendo assim, eu só usei 3 dias de férias e aproveitei basicamente 9 dias.
Pesquisei hotéis e AirBNB. AirBNB compensava mais financeiramente, porém em lugares um pouco mais afastados de Downtown. Comecei a procurar hotéis com piscina, pois imaginei que a Amanda iria curtir mais a piscina do hotel que ficar batendo perna subindo e descendo morros em SF.
Escolhi o Da Vinci Villa que fica na 2550 Van Ness Ave. Bem localizado e perto da Ghirardelli. Além disso, o café da manhã estava incluso... o que ajudou muito na logística logo pela manhã...
Tenho uma amiga que mora em SF e primeiramente verifiquei se haveria algum dia em que poderíamos nos encontrar. Pedi antecipadamente a agenda dela e infelizmente ela não poderia tirar um dia de folga durante a semana, ou seja, o encontro precisava ser no final de semana.
Daí comecei a pesquisar lugares para ir e comprei os tickets online. A dica é procurar por eventos acontecendo na época, feriados, shows, além de tradicionais lugares turísticos. Dessa vez não pensei em alugar um carro para ir para outros lugares mais distantes. Acredito que a Amanda não liga muito ainda e para ela o que importa é não cansar muito...
Esse foi o plano:
Day 1: 10 de Novembro (6a feira)
- Combinei com o meu chefe que eu iria trabalhar "light" de casa, respondendo emails e tal, porém terminando de arrumar as malas.
- Lavei as roupas da semana.
- Fui comprar snacks para a viagem e coisinhas que faltavam.
- Fui buscar a Amanda na escola na hora do almoço.
- Combinei com um amigo de amigo para nos levar ao aeroporto.
O vôo atrasou mais de uma hora para sair, pois o piloto informou que devido a fortes ventos a rota teve de ser alterada.. e precisava abastecer..
Chegamos no hotel tarde e cansados e mesmo assim pedimos comida... ou seja, fomos dormir bem tarde.
Link do Hotel:
http://www.davincivilla.com/?gclid=CjwKCAiA9MTQBRAREiwAzmytw74owRK2TTG_fctIiprLadC19wTweD0vN2timBXgJXQLixoNWaFAQhoCm9cQAvD_BwE
Day 2: 11 de Novembro (Memorial Day, Remembrance Day)
- Acordamos cedo (6h30).. e isso ajudou a entrarmos no novo fuso horário rapidamente
- Tomamos café e esperamos minha amiga chegar. Estava combinado às 11h... porém ela atrasou um pouco. Infelizmente isso atrapalhou um pouco, pois a Amanda geralmente almoça umas 11h30
- Fomos no estádio do Giants no AT&T Park para um evento chamado Discovery Day. Eu tinha pesquisado antes e o ingresso era gratuito.
- Ficamos algumas horas lá, fomos na lojinha do Giants e depois fomos para a Ghirardelli tomar sorvete.... já no final do dia.
- Voltamos para o hotel... e ainda fomos para a piscina.. uhu!
Day 3: 12 de Novembro
- Após o café da manhã, ficamos um pouco no hotel descansando... até umas 10h..
- Fomos até o City Hall e andamos lá por perto. Fomos no Walgreens para comprarmos snacks.
- Almoçamos num lugar muito bacana chamado Ananda Fuara: https://www.google.ca/maps/place/Ananda+Fuara/@37.7785786,-122.4151576,18.5z/data=!4m5!3m4!1s0x8085809c781ca689:0x40f9fed0d13b208f!8m2!3d37.7778987!4d-122.4162655?hl=en
- Encontramos minha amiga novamente para vermos Aladdin no SHN Orpheum Theatre
- O centro de SF não é muito bonito..
- A peça durou 2h e meia.. e a Amanda estava cansada, mas mesmo assim a convenci de irmos ver a Golden Gate...
- Foi um passeio bem rápido. Eu já havia atravessado a ponte de bicicleta e passeado do outro lado... que é bem bacana... porém a Amanda não se empolgou muito em atravessar.
- De lá voltamos para o hotel, porém não fomos na piscina, pois estava bem frio... Amanda estava bem cansada e manhosa...
Day 4: 13 de Novembro
- Saímos logo depois do café da manhã para irmos ao Pier 33. Precisávamos estar lá umas 9h para pegarmos a balsa para Alcatraz.
- Amanda estava bem empolgada com o que eu tinha dito para ela... e eu já tinha comprado os tickets online.
- Foi um passeio bem interessante, porém a Amanda ficou cansada de tanto andar. Acho que ficamos lá quase 3 horas. O almoço foi num restaurante perto do Pier e comemos Fish & Chips..
- Depois começou a chover e voltamos para o hotel.
- Brincamos de travesseiro, pular na cama.. e depois pedimos comida.
Day 5: 14 de Novembro
- Após o café fomos ao Pier 39 para o Aquarium. Também já tinha comprado os tickets online.
- O Aquarium é bom, porém o de Toronto é maior e em minha opinião, melhor.
- Acho que ficamos 1h e meia lá dentro...
- Depois ficamos andando pelo Pier 39, vimos os Sea Lions, Amanda foi no carrossel 2x, entramos na loja de mágicas, loja de lembrancinhas...
- Convenci a Amanda a voltarmos andando para o hotel.. e subimos a Lombard St. Essa é a rua que tem um zig-zag...
- Jantamos num lugar de hamburger perto do hotel chamado Roam Artisan Burgers muito bom: http://www.roamburgers.com/
Day 6: 15 de Novembro
- Após o café fomos ao Exploratorium no Pier 15. O lugar é muito bacana e tem várias coisas de ciências com as quais as crianças podem interagir.
- O Ontario Science Centre é maior e tem uma parte de corpo humano que a Amanda gosta e sentiu falta no Exploratorium.
- Saímos de lá e fomos andando de volta ao Pier 39 (é uma boa caminhada). Amanda foi no carrossel novamente...
- Paramos num lugar de lanches chamado In-N-Out que parecer ser muito popular...
Day 7: 16 de Novembro
- O plano era no museu da família Walt Disney... porém acordei com tendinite no tendão de aquiles, estava chovendo e ficamos sem ânimo de sair.. Amanda estava cansada também..
- Ficamos no hotel mesmo vendo desenho, brincando no quarto com travesseiros, descansamos...
- Depois fomos ao mercado/farmácia andando (tem um Walgreens perto do Hotel).
- No final do dia fomos para a piscina e ficamos um bom tempo lá.
Day 8: 17 de Novembro
- Não tinha planejado nada... porém tínhamos ainda tickets para o Children's Creativity Museum e para o The Walt Disney Family Museum...
- Após o café fomos direto ao Children's Creativity Museum...
- O lugar é sensacional para crianças. Lembrou o Discovery Centre daqui de Toronto que não existe mais... Basicamente há "estações" nas quais as crianças desenvolvem alguma atividade..
- Ficamos mais de 2 horas brincando de clay (massinha) fazendo bonecos e depois aprendendo a fazer um stop motion.
- Almoçamos snack e continuamos lá até umas 15h30... Do lado de fora tem um carrossel... e a Amanda foi 2 vezes.
- Jantamos em um restaurante italiano chamado Ristorante Parma. Um lugar pequeno, porém bem aconchegante.
- Voltamos para o hotel e arrumei as malas..
Day 9: 18 de Novembro
- Após o café terminei de arrumar as malas e fizemos o check-out. Deixamos as malas no hotel e fomos bater pernas.
- Fomos ao museu da família Walt Disney. O lugar é bem interessante, porém não muito para crianças. Amanda ainda não sabe ler... e também não tem muita paciência em ficar andando e olhando... sem muita interação.
- De lá voltamos ao Pier 39... andamos por lá (e eu tinha 2 tokens para o carrossel...).
- Andamos até o Fisherman's Wharf e fomos ver o submarino e o navio de guerra.. Amanda queria ver o navio por dentro e foi uma ótima escolha. Achei bem interessante andar por dentro do navio gigantesco.
- Andamos até a Ghirardelli (uma boa caminhada também) e tomamos sorvete.
- Voltamos andando para o hotel, pegamos as malas e fomos ao aeroporto..
- O vôo saiu no horário e chegamos em Toronto no dia 19 de Novembro pela manhã...
Outras coisinhas...
- Amanda gostou da Bay Bridge que leva a Oakland. É beeeeem "ginormous".
- Perguntei se a Amanda queria andar de cable car, mas ela disse que era parecido com o streetcar de Toronto.. e não se interessou.
- O Children's Criativity Museum fica perto de Financial District. Tentamos andar por lá, porém a Amanda já estava cansada... o Yerba Buena Gardens parece bem interessante.
- O museu da família Walt Disney fica num grande parque no "Presidio" e parece ser um ótimo lugar para picnic ou caminhada. Ah, no andar de baixo do museu tem uma maquete da casa do Walt Disney com um trenzinho... muito bacana de ver.
- A alimentação não foi muito boa... acabamos tomando um café da manhã reforçado, comendo snack de almoço e jantando melhor e mais cedo... Das vezes em que pedimos comida no hotel, usamos o site https://www.grubhub.com/lets-eat e pedimos no Fresco Pizza - Shawarma (e.g. chicken shawarma que vinha com salada, arroz e frango).
- Errei um pouco nas roupas... Pensei que daria para sair de bermuda, porém perto do Pier era mais frio..
- Andamos muito de Uber, porém notei que o GPS não é muito preciso e muitas vezes tive de colocar o endereço na mão... Minha amiga também usa o Lyft, mas não experimentei.
- Nem eu nem a Amanda gostamos muito de frutos do mar... o Fisherman's Wharf parece ser o point.
E lá se foram as férias
:-D
Vou tentar descrever o plano e uma espécie de diário..
Como eu tenho apenas 15 dias úteis de férias por ano, resolvi aproveitar essa oportunidade de combinar o feriado de Remembrance Day da 2a feira dia 13 de Novembro e o dia "off" do meu aniversário na 6a feira dia 17 de Novembro. Sendo assim, eu só usei 3 dias de férias e aproveitei basicamente 9 dias.
Pesquisei hotéis e AirBNB. AirBNB compensava mais financeiramente, porém em lugares um pouco mais afastados de Downtown. Comecei a procurar hotéis com piscina, pois imaginei que a Amanda iria curtir mais a piscina do hotel que ficar batendo perna subindo e descendo morros em SF.
Escolhi o Da Vinci Villa que fica na 2550 Van Ness Ave. Bem localizado e perto da Ghirardelli. Além disso, o café da manhã estava incluso... o que ajudou muito na logística logo pela manhã...
Tenho uma amiga que mora em SF e primeiramente verifiquei se haveria algum dia em que poderíamos nos encontrar. Pedi antecipadamente a agenda dela e infelizmente ela não poderia tirar um dia de folga durante a semana, ou seja, o encontro precisava ser no final de semana.
Daí comecei a pesquisar lugares para ir e comprei os tickets online. A dica é procurar por eventos acontecendo na época, feriados, shows, além de tradicionais lugares turísticos. Dessa vez não pensei em alugar um carro para ir para outros lugares mais distantes. Acredito que a Amanda não liga muito ainda e para ela o que importa é não cansar muito...
Esse foi o plano:
Day 1: 10 de Novembro (6a feira)
- Combinei com o meu chefe que eu iria trabalhar "light" de casa, respondendo emails e tal, porém terminando de arrumar as malas.
- Lavei as roupas da semana.
- Fui comprar snacks para a viagem e coisinhas que faltavam.
- Fui buscar a Amanda na escola na hora do almoço.
- Combinei com um amigo de amigo para nos levar ao aeroporto.
O vôo atrasou mais de uma hora para sair, pois o piloto informou que devido a fortes ventos a rota teve de ser alterada.. e precisava abastecer..
Chegamos no hotel tarde e cansados e mesmo assim pedimos comida... ou seja, fomos dormir bem tarde.
Link do Hotel:
http://www.davincivilla.com/?gclid=CjwKCAiA9MTQBRAREiwAzmytw74owRK2TTG_fctIiprLadC19wTweD0vN2timBXgJXQLixoNWaFAQhoCm9cQAvD_BwE
Day 2: 11 de Novembro (Memorial Day, Remembrance Day)
- Acordamos cedo (6h30).. e isso ajudou a entrarmos no novo fuso horário rapidamente
- Tomamos café e esperamos minha amiga chegar. Estava combinado às 11h... porém ela atrasou um pouco. Infelizmente isso atrapalhou um pouco, pois a Amanda geralmente almoça umas 11h30
- Fomos no estádio do Giants no AT&T Park para um evento chamado Discovery Day. Eu tinha pesquisado antes e o ingresso era gratuito.
- Ficamos algumas horas lá, fomos na lojinha do Giants e depois fomos para a Ghirardelli tomar sorvete.... já no final do dia.
- Voltamos para o hotel... e ainda fomos para a piscina.. uhu!
Day 3: 12 de Novembro
- Após o café da manhã, ficamos um pouco no hotel descansando... até umas 10h..
- Fomos até o City Hall e andamos lá por perto. Fomos no Walgreens para comprarmos snacks.
- Almoçamos num lugar muito bacana chamado Ananda Fuara: https://www.google.ca/maps/place/Ananda+Fuara/@37.7785786,-122.4151576,18.5z/data=!4m5!3m4!1s0x8085809c781ca689:0x40f9fed0d13b208f!8m2!3d37.7778987!4d-122.4162655?hl=en
- Encontramos minha amiga novamente para vermos Aladdin no SHN Orpheum Theatre
- O centro de SF não é muito bonito..
- A peça durou 2h e meia.. e a Amanda estava cansada, mas mesmo assim a convenci de irmos ver a Golden Gate...
- Foi um passeio bem rápido. Eu já havia atravessado a ponte de bicicleta e passeado do outro lado... que é bem bacana... porém a Amanda não se empolgou muito em atravessar.
- De lá voltamos para o hotel, porém não fomos na piscina, pois estava bem frio... Amanda estava bem cansada e manhosa...
Day 4: 13 de Novembro
- Saímos logo depois do café da manhã para irmos ao Pier 33. Precisávamos estar lá umas 9h para pegarmos a balsa para Alcatraz.
- Amanda estava bem empolgada com o que eu tinha dito para ela... e eu já tinha comprado os tickets online.
- Foi um passeio bem interessante, porém a Amanda ficou cansada de tanto andar. Acho que ficamos lá quase 3 horas. O almoço foi num restaurante perto do Pier e comemos Fish & Chips..
- Depois começou a chover e voltamos para o hotel.
- Brincamos de travesseiro, pular na cama.. e depois pedimos comida.
Day 5: 14 de Novembro
- Após o café fomos ao Pier 39 para o Aquarium. Também já tinha comprado os tickets online.
- O Aquarium é bom, porém o de Toronto é maior e em minha opinião, melhor.
- Acho que ficamos 1h e meia lá dentro...
- Depois ficamos andando pelo Pier 39, vimos os Sea Lions, Amanda foi no carrossel 2x, entramos na loja de mágicas, loja de lembrancinhas...
- Convenci a Amanda a voltarmos andando para o hotel.. e subimos a Lombard St. Essa é a rua que tem um zig-zag...
- Jantamos num lugar de hamburger perto do hotel chamado Roam Artisan Burgers muito bom: http://www.roamburgers.com/
Day 6: 15 de Novembro
- Após o café fomos ao Exploratorium no Pier 15. O lugar é muito bacana e tem várias coisas de ciências com as quais as crianças podem interagir.
- O Ontario Science Centre é maior e tem uma parte de corpo humano que a Amanda gosta e sentiu falta no Exploratorium.
- Saímos de lá e fomos andando de volta ao Pier 39 (é uma boa caminhada). Amanda foi no carrossel novamente...
- Paramos num lugar de lanches chamado In-N-Out que parecer ser muito popular...
Day 7: 16 de Novembro
- O plano era no museu da família Walt Disney... porém acordei com tendinite no tendão de aquiles, estava chovendo e ficamos sem ânimo de sair.. Amanda estava cansada também..
- Ficamos no hotel mesmo vendo desenho, brincando no quarto com travesseiros, descansamos...
- Depois fomos ao mercado/farmácia andando (tem um Walgreens perto do Hotel).
- No final do dia fomos para a piscina e ficamos um bom tempo lá.
Day 8: 17 de Novembro
- Não tinha planejado nada... porém tínhamos ainda tickets para o Children's Creativity Museum e para o The Walt Disney Family Museum...
- Após o café fomos direto ao Children's Creativity Museum...
- O lugar é sensacional para crianças. Lembrou o Discovery Centre daqui de Toronto que não existe mais... Basicamente há "estações" nas quais as crianças desenvolvem alguma atividade..
- Ficamos mais de 2 horas brincando de clay (massinha) fazendo bonecos e depois aprendendo a fazer um stop motion.
- Almoçamos snack e continuamos lá até umas 15h30... Do lado de fora tem um carrossel... e a Amanda foi 2 vezes.
- Jantamos em um restaurante italiano chamado Ristorante Parma. Um lugar pequeno, porém bem aconchegante.
- Voltamos para o hotel e arrumei as malas..
Day 9: 18 de Novembro
- Após o café terminei de arrumar as malas e fizemos o check-out. Deixamos as malas no hotel e fomos bater pernas.
- Fomos ao museu da família Walt Disney. O lugar é bem interessante, porém não muito para crianças. Amanda ainda não sabe ler... e também não tem muita paciência em ficar andando e olhando... sem muita interação.
- De lá voltamos ao Pier 39... andamos por lá (e eu tinha 2 tokens para o carrossel...).
- Andamos até o Fisherman's Wharf e fomos ver o submarino e o navio de guerra.. Amanda queria ver o navio por dentro e foi uma ótima escolha. Achei bem interessante andar por dentro do navio gigantesco.
- Andamos até a Ghirardelli (uma boa caminhada também) e tomamos sorvete.
- Voltamos andando para o hotel, pegamos as malas e fomos ao aeroporto..
- O vôo saiu no horário e chegamos em Toronto no dia 19 de Novembro pela manhã...
Outras coisinhas...
- Amanda gostou da Bay Bridge que leva a Oakland. É beeeeem "ginormous".
- Perguntei se a Amanda queria andar de cable car, mas ela disse que era parecido com o streetcar de Toronto.. e não se interessou.
- O Children's Criativity Museum fica perto de Financial District. Tentamos andar por lá, porém a Amanda já estava cansada... o Yerba Buena Gardens parece bem interessante.
- O museu da família Walt Disney fica num grande parque no "Presidio" e parece ser um ótimo lugar para picnic ou caminhada. Ah, no andar de baixo do museu tem uma maquete da casa do Walt Disney com um trenzinho... muito bacana de ver.
- A alimentação não foi muito boa... acabamos tomando um café da manhã reforçado, comendo snack de almoço e jantando melhor e mais cedo... Das vezes em que pedimos comida no hotel, usamos o site https://www.grubhub.com/lets-eat e pedimos no Fresco Pizza - Shawarma (e.g. chicken shawarma que vinha com salada, arroz e frango).
- Errei um pouco nas roupas... Pensei que daria para sair de bermuda, porém perto do Pier era mais frio..
- Andamos muito de Uber, porém notei que o GPS não é muito preciso e muitas vezes tive de colocar o endereço na mão... Minha amiga também usa o Lyft, mas não experimentei.
- Nem eu nem a Amanda gostamos muito de frutos do mar... o Fisherman's Wharf parece ser o point.
E lá se foram as férias
:-D
quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
Milestone: 6 anos no Canadá (um brasileiro que virou canadense)
E lá se foram 6 anos! Já é mais do que o período que passei
na faculdade (que eu achava não acabar nunca).
Saímos de São Paulo rumo à Toronto com a passagem de ida
somente. Ainda lembro a correria para fecharmos as malas com peso distribuído
entre elas, imprimir os documentos para a imigração, fechar as caixas com as
coisas que deixamos para trás, conferir inúmeras vezes os passaportes e os
vôos, e repetir várias vezes para mim mesmo “se não der certo, eu volto”.
O primeiro ano definitivamente foi muito difícil e sou grato
por ter passado pelas dificuldades. Elas ajudaram na adaptação e me fizeram
mais forte. Os anos subsequentes também não foram fáceis, porém aos poucos as
peças foram se encaixando.
Hoje sou pai, brasileiro com muito orgulho e canadense. Olho
para os obstáculos do passado com certo alívio e orgulho por tê-los superado. A
grande barreira do idioma, a adaptação ao clima, a distância dos amigos e da
família, a busca do emprego, a casa própria, etc. agora fazem parte da história
e aprendizado.
Grandes decisões sempre carregam consequências.
Não abro mão das minhas raízes, da minha memória, da minha
brasilidade. Falo com muito orgulho que sou brasileiro, falo com muito orgulho
do meu país. Recentemente me tornei canadense e aos poucos também vou
alimentando o orgulho de ser canadense. Fico feliz em poder ser os dois.
Tenho grande responsabilidade em transmitir para a minha
filha Amanda os valores que me foram ensinados. Valores transcendem quaisquer
barreiras geográficas.
Nesses 6 anos muita coisa mudou. Eu mudei. Acho que a
desaceleração da rotina do dia-a-dia permitiu que eu fizesse um
auto-conhecimento. Sinto que aos poucos fui me desapegando ao consumismo (claro
que ainda compro coisas, mas em menor escala), dando mais valor ao tempo
pessoal do que na carreira, valorizado minha qualidade de vida, e conhecendo
meu lado emocional.
Hoje qualidade de vida significa segurança, comodidade,
tempo livre, viver mais simples.
Nos últimos 3 anos a mudança foi ainda maior com a chegada
da Amanda. Aprendi a ser pai. Pessoalmente acho que sou um bom pai e sinto que
é o melhor de mim. Não sou perfeito e sei que erro como pai também. Enquanto os
acertos são maiores que os erros, ou enquanto os erros se transformam em
aprendizado, considero um sinal positivo.
Nos últimos 2 anos tive de aprender a conviver ou superar a
depressão. Sim, ela veio e foram algumas batalhas. É ilógico.
A vida virou rotina. Trabalho durante a semana, tenho ótimas
perspectivas na carreira, aguardo o final de semana para aproveitar o tempo com
a Amanda ou passear ou fazer as tarefas de casa ou compras, às vezes preciso
resolver questões de banco ou operadora de TV/Internet, às vezes conto piada em
inglês mesmo, às vezes fico sem entender uma piada, às vezes preciso reclamar,
procuro fazer exercícios, procuro controlar a alimentação e peso, às vezes
viajo, às vezes tiro fotos, às vezes fico doente e assim por diante. Seria
diferente no Brasil?
Se alguém perguntar quando eu volto para o Brasil, ainda não
saberei responder.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
Alô, miau, testando, 1, 2, 3...
Finalmente!
Descobri a senha do meu dono. A casa vai cair!
Quem mandou deixar o computador ligado de madrugada? Tá lá dormindo, roncando e achando que eu ia ficar lá no pé dele a noite toda... ahahahha
Meu, digitar nessas teclas minúsculas não é fácil.. mesmo para um ser evoluído como eu
Ah, esses humanos... precisam complicar mesmo né?
Cansei! Vou desabafar... e vai que alguém em algum lugar no mundo pega o recado
Já faz um tempo que descobriram que nós conseguimos nos comunicar... Alguém descobriu o diário de um colega por aí e resolveu fazer piadinha, mas o assunto é sério
Olha só: http://www.oversodoinverso.com.br/diario-de-um-cao-x-diario-de-um-gato/
Aqui na minha casa não é muito diferente...
Todo o santo dia logo pela manhã, quando estou pegando no sono... toca o despertador (maldito) e meu dono vira de um lado e de outro e quase me derruba. Ai que ódio! Outro dia fingi que estava caindo só para fincar as garras na perna dele. Aprendeu? Claro que não!
Daí ele enrola um pouco como de costume e vai acordar a A-M-A-N-D-A (isso, guardem esse nome). De vez em quando rola um "Bom Dia Gia". Eu disse "de vez em quando". Esqueceu a boa educação?
A pirralha dorme prá caramba! Como consegue? Dorme a noite toda e vira, desvira, tosse, chupa o dedo e não acorda! Melhor assim... pois a casa fica tranquila para eu aprontar de noite. Depois conto mais um pouco sobre o que eu faço na madruga.
Meu dono vai esquentar lavar a escova de dentes e molhar uns algodões para passar no rosto da A-M-A-N-D-A e fazer o ritual da manhã. O cara não cansa! Todos os dias a mesma coisa.
Tem vezes que eu quero chamar a atenção e tento passar na frente dele para ver se ele tropeça. Nas primeiras vezes me dei mal e levei um chute de leve no rim. Agora pego distância e vou até a porta de entrada e saio correndo mirando a perna. O cara pensa que estou brincando e acabo batendo na persiana sem querer. Será que ele não percebe que é de propósito? Bem, qualquer dia ele cai no chão.
Depois volta para esquentar a mamadeira.
Aí é batata. Pega as roupas e vai tomar banho. Nesse momento preciso ficar esperta, pois se estou com vontade de fazer um xixi da manhã, preciso entrar no banheiro antes, caso contrário é porta na cara e eu fico com a bexiga explodindo.
Depois disso é aquele corre-corre até que todos saem de casa. Ufa, que alívio! A casa só minha. Bem que poderia ter um gatinho para dar uns amassos ahahahaha. Se bem que eu só me apaixonei uma vez quando eu era uma gatinha bebê... daí perdi o interesse.
Tenho sono leve e durante o dia tiro uns cochilos, mas a saída de ar fica ligando e desligando e aí é que eu não durmo. Caceta viu!
Ah, tem vezes que de manhã meu dono abre a porta da varanda. Frio da p&$a! Fico lá firme e forte para mostrar que sou macho! Ops, sou fêmea, mas aguento firme. Sabe como é... fico enchendo o saco para ir lá fora tomar um ar fresco e coçar minhas costas, daí quando vem o vento gelado não posso desistir... e preciso ficar pelo menos uns 2 minutos, certo?
Opa... deixa eu parar por aqui, pois ouvi um barulho
fui
Descobri a senha do meu dono. A casa vai cair!
Quem mandou deixar o computador ligado de madrugada? Tá lá dormindo, roncando e achando que eu ia ficar lá no pé dele a noite toda... ahahahha
Meu, digitar nessas teclas minúsculas não é fácil.. mesmo para um ser evoluído como eu
Ah, esses humanos... precisam complicar mesmo né?
Cansei! Vou desabafar... e vai que alguém em algum lugar no mundo pega o recado
Já faz um tempo que descobriram que nós conseguimos nos comunicar... Alguém descobriu o diário de um colega por aí e resolveu fazer piadinha, mas o assunto é sério
Olha só: http://www.oversodoinverso.com.br/diario-de-um-cao-x-diario-de-um-gato/
Aqui na minha casa não é muito diferente...
Todo o santo dia logo pela manhã, quando estou pegando no sono... toca o despertador (maldito) e meu dono vira de um lado e de outro e quase me derruba. Ai que ódio! Outro dia fingi que estava caindo só para fincar as garras na perna dele. Aprendeu? Claro que não!
Daí ele enrola um pouco como de costume e vai acordar a A-M-A-N-D-A (isso, guardem esse nome). De vez em quando rola um "Bom Dia Gia". Eu disse "de vez em quando". Esqueceu a boa educação?
A pirralha dorme prá caramba! Como consegue? Dorme a noite toda e vira, desvira, tosse, chupa o dedo e não acorda! Melhor assim... pois a casa fica tranquila para eu aprontar de noite. Depois conto mais um pouco sobre o que eu faço na madruga.
Meu dono vai esquentar lavar a escova de dentes e molhar uns algodões para passar no rosto da A-M-A-N-D-A e fazer o ritual da manhã. O cara não cansa! Todos os dias a mesma coisa.
Tem vezes que eu quero chamar a atenção e tento passar na frente dele para ver se ele tropeça. Nas primeiras vezes me dei mal e levei um chute de leve no rim. Agora pego distância e vou até a porta de entrada e saio correndo mirando a perna. O cara pensa que estou brincando e acabo batendo na persiana sem querer. Será que ele não percebe que é de propósito? Bem, qualquer dia ele cai no chão.
Depois volta para esquentar a mamadeira.
Aí é batata. Pega as roupas e vai tomar banho. Nesse momento preciso ficar esperta, pois se estou com vontade de fazer um xixi da manhã, preciso entrar no banheiro antes, caso contrário é porta na cara e eu fico com a bexiga explodindo.
Depois disso é aquele corre-corre até que todos saem de casa. Ufa, que alívio! A casa só minha. Bem que poderia ter um gatinho para dar uns amassos ahahahaha. Se bem que eu só me apaixonei uma vez quando eu era uma gatinha bebê... daí perdi o interesse.
Tenho sono leve e durante o dia tiro uns cochilos, mas a saída de ar fica ligando e desligando e aí é que eu não durmo. Caceta viu!
Ah, tem vezes que de manhã meu dono abre a porta da varanda. Frio da p&$a! Fico lá firme e forte para mostrar que sou macho! Ops, sou fêmea, mas aguento firme. Sabe como é... fico enchendo o saco para ir lá fora tomar um ar fresco e coçar minhas costas, daí quando vem o vento gelado não posso desistir... e preciso ficar pelo menos uns 2 minutos, certo?
Opa... deixa eu parar por aqui, pois ouvi um barulho
fui
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
Milestone: 5 anos no Canadá
Convido
você a parar por alguns minutos e pensar na quantidade de coisas que fazemos ou
deixamos de fazer em 5 anos. Esse é o exercício que fiz para escrever esse post
e vou tentar resumir o máximo possível.
Por
exemplo, em 5 anos eu me formei na faculdade e fiz muitas amizades e aprendi
uma coisa ou outra (hehehe). Em 5 anos dá para subir 1 ou 2 posições na
carreira (não a minha). Em 5 anos uma criança já começa a se aventurar nos
livros.
Desnecessário
dizer o que aconteceu há 5 anos em relação a mudança para o Canadá, pois
provavelmente se encontra em diversos posts. Talvez seja mais relevante tentar
descrever o que eu observo quando olho para tras e tento ver meus passos no
horizonte de 5 anos.
Ano
I:ADAPTAÇÃO
Era
o meio do primeiro Inverno, alugamos um quarto, colocamos todas as nossas malas
e tudo parecia “mágico”. Sem carro, sem emprego, sem muitos pertences pessoais.
Tudo estava indo de acordo com o plano (ótimo para mim).
Acertei
em querer quebrar o sentimento de “turista” e criar uma rotina para mim. Isso
me ajudou muito na adaptação e as aulas de inglês foram muito úteis também.
Muita
documentação para acertar.
Busca
de emprego praticamente do zero. Muito difícil por conta da língua e menos por
conta da bagagem profissional que eu trazia e que me dava confiança em querer
continuar na mesma área de atuação.
Primeiro
emprego me deu uma impressão distorcida do ambiente de trabalho que eu
imaginava, mas acabou sendo um aprendizado.
Mudança
para um apartamento (aluguel) e a boa localização ajudou muito na adaptação
também.
Conhecemos
várias pessoas e muitas delas com histórias parecidas.
Primeiras
visitas para podermos mostrar que estamos estabelecidos.
Algumas
pessoas ajudam e outras não. E isso inclui brasileiros ou não. Isso é a vida.
Bobagem pensar que brasileiro sempre ajuda brasileiro numa situação dessa.
Longos
meses tentando conseguir um emprego, fazendo várias entrevistas e estudando
mais inglês.
Visita
ao Brasil foi boa para sabermos que daqui em diante sempre será corrido. Acabei
fazendo muitas comparações desnecessárias.
Lugares,
contas para pagar, comidas, distância fazem parte da adaptação.
Ano
II: ESTABELECIMENTO PROFISSIONAL
Emprego
novo na minha área de conforto. Ótima oportunidade para desenvolver e botar pra
quebrar.
Vários
planos para estudar, aprender, crescer.
Amizades
vão mudando aos poucos.
Crescimento
pessoal. Aprendi que sou responsável pelas decisões que tomo.
Mudança
novamente. Agora para a casa própria.
Conhecemos
a famosa “mortgage” (financiamento imobiliário) e com ela novas contas para
pagar.
É
bom viajar e é bom gastar, mas já não tem muita coisa com que gastar. Sinal de
que a mentalidade começa a mudar.
Já
temos alguns lugares favoritos para ir, restaurantes, tipo de comida.
Ano
III: GRAVIDEZ
Todo
foco na gravidez. Mês a mês.
Muita
coisa para aprender e aos poucos meu lado “pai” vai sendo moldado. De repente
ele sempre esteve comigo.
Coincidentemente
havia mais 2 grávidas na família e a gente acompanha a evolução a distância.
Primeiro
vem o João Victor, depois a Mariana e então chega o momento da Amanda. Parto
normal.
Toda
a prioridade muda. Carreira, novos cursos, video game, Blog, Krav Maga,
viagens, etc. ficam em segundo, terceiro planos.
Sinto
financeiramente abalado com as contas que tem pela frente. Day Care em Downtown
é concorrido e caro. Mortgage, contas da casa. Preciso de um aumento.
A
empresa é comprada por outra empresa e sinto o momento de instabilidade. Hora
de procurar outro lugar. Tenho uma filha para criar.
A
oportunidade não demora muito a aparecer. Vou bem na entrevista e decido mudar
de indústria. Mesma área, mais ou menos as mesmas responsabilidades. Salário
melhor apesar de não ser Full Time. Encaro.
Havia
chances de ser efetivado em 2 anos e daí “mamar” no governo.
Ano
IV: REORGANIZANDO A VIDA
Engano
meu.
Empresa
pública não é para mim. Projetos sem prazo e sem preocupação com gastos me
incomodam.
Tentei.
Engoli muitos sapos.
Descobri
que o estilo de liderança é muito significativo para minha produtividade.
Em
casa tinha a alegria de re-encontrar minha filha e ao mesmo tempo toda a
responsabilidade por trás.
Sentia
que algo não ia bem comigo, com minha cabeça. Meu ânimo já tinha sumido.
Tinha
saudades da família e amigos. Queria poder conversar.
Comecei
a fazer terapia.
Foi
ótimo. Entendi um pouco mais de mim mesmo.
Estava
caminhando para a “perda do eu”. Precisava parar um pouco e de certa forma ser
mais egoísta.
Precisava
mesmo era mudar de emprego. Produzir.
Demorou,
mas apareceu a oportunidade no final do ano. Bem quando meu contrato de 1 ano
tinha sido renovado.
O
final do ano foi um dos mais complicados. Amanda doente com um vírus RSV,
internada por 10 dias. Muito muito frio.
Chorei
quando precisou colocar soro na veia. Alguns dias fiquei como um zumbi,
acordando de madrugada para acompanhar a enfermeira. Media o nível de oxigênio
dia e noite.
Mudei
meu conceito sobre o sistema de saúde por aqui. Você pode ter de esperar
atendimento por horas e até mesmo ficar doente enquanto espera, mas nunca,
nunca há negligência por falta de informação ou atendimento correto. Claro,
algumas coisas ainda são questionáveis.
Ano
V: CHECKPOINT
Novo
emprego finalmente. De volta ao setor bancário.
Mais
trabalho pela frente, salário menor, mais feliz.
O
estilo de liderança faz muita diferença.
Altos
e baixos na família.
Amanda
melhor e crescendo rápido.
Ainda
tudo gira em torno dela. Agora é escola. Ela se destaca. As professoras acham
que ela é muito inteligente. Fico orgulhoso.
Ainda
faço poucas coisas para mim. Voltei a pensar no meu projeto pessoal. Isso me
deu um impulso para querer aprender mais e fazer acontecer.
Hora
de começar a pensar no futuro da Amanda. Mudar de casa por conta de melhores
escolas? Talvez.
Sinto-me
em casa no Canadá.
Muito
mais confortável com a língua, costumes, hábitos. Sei que mudei o modo de agir,
pensar, ser. Acho que a vida é mais simples e com mais qualidade. Gasto melhor
e me preocupo com coisas diferentes.
O
clima é uma pequena preocupação.
Sinto
que há mais opções de lazer acessíveis a todos. Mesmo no frio.
Se
no primeiro ano começamos a sonhar em inglês, hoje eu digo que consigo até dar
risada em inglês.
Não
acredito em generalizações. Não há esteriótipos de brasileiros e de canadenses.
Algumas
pessoas me pedem dicas. Não consigo dar muitas não. Há diferentes caminhos em
um único lugar. Cada um acaba traçando o seu.
Daqui
pra frente eu não sei. Minha zona de conforto também é aqui.
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