Sem muitas novidades por aqui e por isso fiquei um tempo sem postar alguma coisa no blog. Vou relatar um pouco o que a gente tem feito de bom (ou simplesmente o que a gente tem feito).
Eu continuo trabalhando na AGF e assumindo diferentes responsabilidades. Por exemplo, estou desenvolvendo uma nova metodologia para medir e melhorar a eficiência da empresa. A expectativa é que eu tenha ainda mais exposição (contato com VPs executivos e presidente) e lidere algumas frentes de trabalho. Como o meu chefe já falou algumas vezes "preciso ir te passando algumas responsabilidades, pois eu estou assumindo outras". Há uma grande oportunidade na área, mas não vejo nada de concreto por enquanto. Meu chefe direto é Diretor de Gerenciamento de Processos de Negócio e eu sou analista sênior. Aparentemente o cargo de gerente está vago.
Pela primeira vez tomei uma bronquinha no trabalho (vindo do pessoal de TI). Para variar, há uma falta de entendimento entre a área de negócios e a área de tecnologia e eu fico apontando essas divergências do desenho funcional...
A Claudia continua trabalhando duro na NPD... e passando por algumas mudanças.
A nossa gata Gia está ainda mais manhosa. Ela está um grude! Acho que ela está trocando os pelos e isso me dá um trabalho extra que é passar aspirador 2x por semana, além de escová-la.
Minhas aulas de desenho terminaram faz um tempo e eu decidi dar um tempo (já fiz o curso básico e avançado de desenho de retratos). Eu sei que deveria praticar, mas não estou praticando...
Eu estava indo 2x na aula de Krav-Magá, porém há umas 4 semanas eu torci meu dedo (durante a aula de luta no solo) e o médico disse que preciso ter paciência e esperar melhorar (ele não recomenda imobilizar). Infelizmente é o polegar direito e percebo que preciso dele para atividades simples do dia-a-dia (isso vai fazer com que demore ainda mais para sarar).
O clima aqui melhorou muito e estamos aproveitando bastante. Por exemplo, eu sempre volto para casa à pé (são menos de 3km e eu demor uns 25min). Como os dias são mais longos e eu saio do serviço às 16h45, o dia ainda está bem claro.
A Claudia teoricamente chega em casa antes das 18h, pois ela sai do serviço teoricamente às 17h.
Moramos perto do lago e tem um parque bem próximo também. Outro dia fomos jogar frisbee. Eu fui brincar de jogar mais alto e ele ficou preso na árvore. Não quero nem imaginar a cena ridícula que foi eu tentando arremessar coisas para tirá-lo de lá. Por sorte, acertei um graveto e ele caiu.
Na 6a feira estaremos indo passar férias no Brasil. Geralmente não temos problemas nas empresas em agendar as férias. Tudo é sempre negociável e planejável quando comunicado com antecedência. Como das últimas vezes a gente quis encontrar todos e no final ficamos pouco com nossas famílias, dessa vez resolvemos mudar e não avisamos todo mundo. Claro que queremos encontrar os amigos e familiares, mas pretendemos ficar mais tempo com os irmãos e crianças.
Na volta, pela primeira vez, meu sogro e sogra virão nos visitar. Acho que eles vão achar tudo bem diferente, mas legal. Eu e a Claudia ficamos conversando e tentando adivinhar o que eles vão querer fazer por aqui. Por exemplo, eu imagino que meu sogro vai sair andando em torno do lago e vai até Etobicoke (outra cidade). Já a minha sogra vai curtir experimentar comidas diferentes (sorvetes, por exemplo).
Em breve vai começar a programação dos cinemas gratuitos ao ar livre. Isso é ótimo!!! Eu também preciso treinar a andar de patins.
Algumas coisas já estão planejadas com antecedência. Vamos ao Cirque du Soleil - Michael Jackson, vamos ao show do Roxette, e de repente levaremos meu sogro e sogra para algum jogo no Rogers (baseball).
Também estou mudando o visual e sei que isso vai dar muito o que falar (digo... o que ouvir). Quero ver como é que fico com cabelo comprido.
A gente conheceu alguns restaurantes novos... como por exemplo, o Copacabana, o Piola, e um italiano no qual vamos levar meu sogro e sogra. Comecei a levar marmita para o trabalho (umas 2 ou 3 vezes por semana).
Bem, a vida vai indo... sem muita coisa útil para contar...
:-)
[]s
segunda-feira, 14 de maio de 2012
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Caro ou Barato no Canadá?
Acho que não é a primeira vez que falo sobre esse assunto por aqui...
Por que será que é difícil explicar e também de entender alguns conceitos como valor, preço e custo?
Não sou expert no assunto, mas sempre me deparo com situações parecidas nas quais preciso explicar, dar exemplos... e mesmo assim a pessoa fica com aquela cara de ponto de interrogação.
Conceito básico:
- Valor é subjetivo e depende de necessidade e percepção de cada consumidor (ou grupo).
- Preço é algo mais objetivo e definido. Pode variar conforme a percepção de valor local, custo de produção, concorrência, etc.
- Custo para quem vende é a quantia necessária para disponibilizar um bem ou serviço. Para quem compra, custo está relacionado ao gasto para obtenção de um bem ou serviço.
Observação: eu não vou entrar em detalhes sobre câmbio, IOF, compra no exterior, ou poder de compra, etc etc.
Veja só a situação:
Alguém no Brasil pergunta "Quanto custa um carro aí no Canadá?"
(eu sei que a pessoa quer saber o preço) Eu respondo "Um Ford Focus Sedan zero sai por menos de $20 mil"
(na cabeça da pessoa já rola aquela conversão básica x2) Daí vem aquele comentário "ah, uns R$40 mil... não é tão barato então"
Vamos parar por aqui, pois aqui mora a bagunça. A dificuldade é conseguir comparar o preço daqui com o de lá... e concluir se é barato ou caro.
Assumindo que uma pessoa que ganha R$70 mil por ano no Brasil ganharia $70 mil por ano aqui no Canadá fazendo praticamente a mesma coisa. (não é tão diferente assim e ajuda a explicar a comparação).
Aqui, essa pessoa gastaria por volta de $20 mil + 13% de imposto + alguma taxa administrativa extra. Isso representa para ela uns 33% do que ela ganha no ano.
No Brasil, essa pessoa gastaria por volta de R$52 mil + outras taxas. Isso representa uns 76% do que ela ganha no ano.
Já deu para ter uma noção entre "caro" ou "barato", certo? Mas ainda não é o suficiente...
No exemplo acima a pessoa que está no Brasil provavelmente não virá aqui para comprar o carro (se supostamente comprasse, o gasto representaria uns 65% do que ganha no ano).
O que acontece na prática é... a pessoa que ganha em Reais, vem e compra outras coisas e gasta em dólar, certo? Aí sim tem de converter...
E quando a pessoa me pergunta "tal eletrônico está barato aí?", o que eu respondo? Eu prefiro passar o preço, pois sei que aí ela vai fazer a conversão e concluir se está caro ou barato...
O problema é ouvir "ah, mas isso está caro" e na minha cabeça eu pensar "isso é barato".
Outra situação é quando vamos ao Brasil e olhamos os preços das coisas. Geralmente a gente não fica fazendo conversão para achar que está caro ou barato. Por exemplo, sair para almoçar e pagar R$20 em um prato eu acho caro, pois no dia-a-dia eu pago $7 para almoçar. Mesmo fazendo conversão é caro... mas na minha cabeça uma refeição vale menos de 10 (sem unidade monetária).
Interessante que quando perguntam quanto custam as coisas no Brasil (carro por exemplo), o pessoal aqui pergunta "quanto é isso em dólar?" e eu digo "considere praticamente o mesmo custo de vida..." e elas dizem "como assim?" e eu tenho de explicar "imagina que um Ford Focus custasse $52 mil... você não acha caro?" e aí elas se assustam!
Confuso?
Frequentemente eu vejo comparações superficiais que aparecem no Facebook ou até mesmo advindas de jornais e me surpreendo como as pessoas querem comparar maçãs com apples! rs
Dica: Quer saber se as coisas são caras ou baratas aqui? tire a unidade monetária e compare os números.
Quer saber quanto vai te custar? veja o preço e converta, calcule IOF, etc...
Ah, há chances da pessoa que ganha R$70 mil no Brasil ganhar menos fazendo a mesma coisa... porém há chances de ter um poder de compra maior.
[]s
terça-feira, 10 de abril de 2012
Atravessando a fronteira... Buffalo
De vez em quando a gente atravessa a fronteira com os Estados Unidos para fazer comprinhas. É um passeio de um dia e a viagem de Toronto até Buffalo, NY leva mais ou menos 2 horas e pouco (são uns 170 km).
Fomos lá no último Sábado com o principal intuito de devolver o formulário branco (acho que é o Form I-94). Toda vez que vamos aos EUA, a gente precisa desse formulário que serve como uma "permissão" para permanência em território americano por uns 6 meses. Da última vez que tínhamos ido para os EUA foi em Dezembro e desde então ficamos com o formulário, pois achávamos que voltaríamos dentro de 6 meses.
Observação: além do formulário, também é necessário o visto americano válido!!!!
Observação2: uma vez fomos até Buffalo e não tínhamos o tal formulário válido... e tomamos um chá de cadeira na fronteira para obter esse papelzinho (levou mais de 2 horas!).
Saímos lá pelas 9h da manhã e a ideia era chegar em Buffalo na hora do almoço. O roteiro era atravessar a ponte do Fort Erie, e seguir até o Walden Galleria (http://www.waldengalleria.com/). Em seguida passaríamos na Target e no Wal-Mart (pois é, a gente adora um mercado) e depois subiríamos até o Outlet em Niagara (http://www.fashionoutletsniagara.com/). De lá, atravessaríamos outra ponte para voltar para o Canadá.
Na fronteira geralmente rolam as mesmas perguntas:
1) Posso ver os passaportes?
2) Você é o Robinson? E você é a Claudia? (o oficial olha as fotos e para nós)
3) Para onde vocês estão indo? (Shopping Mall e Outlet)
4) O que vocês vão fazer lá? (Shopping)
5) Quanto tempo pretendem ficar? (Apenas 1 dia)
6) Quanto trouxeram de dinheiro? (Não muito, uns ....)
7) Qual foi a última vez que vieram aos Estados Unidos? (Foi em Dezembro...)
8) Para onde foram? (San Francisco, Los Angeles, Las Vegas)
9) Quanto tempo ficaram? (10 dias)
10) Você pode abaixar os vidros de trás? ou Você pode abrir o porta-malas?
Observação: é bom não ficar de boné (pois o cara pede para tirar), e é bom não atender o telefone (pois é, uma vez o meu telefone tocou bem na hora das perguntas... e o cara pediu para desligar).
Como a estrada estava tranqüila e a fila da fronteira estava quase vazia, a gente chegou cedo no shopping e mesmo assim fomos almoçar no Cheescake Factory. Depois demos uma passeada pelo shopping (comprei um fone de ouvido sem fio na Brookstone).
Passamos na Target e comprei o Kindle Touch para o meu pai. A Claudia comprou algumas coisinhas para os parentes e roupas.
Depois disso a gente resolver voltar para casa, pois não tínhamos nada para comprar mesmo...
Na volta, para atravessar a fronteira para o Canadá rolam as perguntas:
1) Posso ver os documentos? (Passaportes e PRs = Permanent Resident)
2) Quanto tempo ficaram? (apenas 1 dia)
3) Quanto gastaram? (sabemos que o limite é 0 para 1 dia de passeio e falamos o quanto gastamos)
4) O que compraram? (geralmente a gente fala o quanto foi de eletrônicos e o quanto foi de roupa)
> O oficial preenche um papel para pagar o imposto devido e orienta parar o carro e ir lá pagar
Dessa vez pedimos para ele pegar o I-94.
Para declarar é simples. O cara pergunta o que compramos e apresentamos as notinhas. Ele vê a carteira de motorista e fala quanto devemos. Daí a gente vai lá no caixa e paga.
Na volta pensamos em parar num Shopping em Mississauga (Dixie), mas já estava fechado...
E assim foi o nosso Sábado.
Ah, foi a primeira vez que testei o piloto automático. Ainda preciso me acostumar a dirigir sem estar com os pés nos pedais. Dá a impressão que o tempo de reação será maior... em caso de necessidade.
[]s
Fomos lá no último Sábado com o principal intuito de devolver o formulário branco (acho que é o Form I-94). Toda vez que vamos aos EUA, a gente precisa desse formulário que serve como uma "permissão" para permanência em território americano por uns 6 meses. Da última vez que tínhamos ido para os EUA foi em Dezembro e desde então ficamos com o formulário, pois achávamos que voltaríamos dentro de 6 meses.
Observação: além do formulário, também é necessário o visto americano válido!!!!
Observação2: uma vez fomos até Buffalo e não tínhamos o tal formulário válido... e tomamos um chá de cadeira na fronteira para obter esse papelzinho (levou mais de 2 horas!).
Saímos lá pelas 9h da manhã e a ideia era chegar em Buffalo na hora do almoço. O roteiro era atravessar a ponte do Fort Erie, e seguir até o Walden Galleria (http://www.waldengalleria.com/). Em seguida passaríamos na Target e no Wal-Mart (pois é, a gente adora um mercado) e depois subiríamos até o Outlet em Niagara (http://www.fashionoutletsniagara.com/). De lá, atravessaríamos outra ponte para voltar para o Canadá.
Na fronteira geralmente rolam as mesmas perguntas:
1) Posso ver os passaportes?
2) Você é o Robinson? E você é a Claudia? (o oficial olha as fotos e para nós)
3) Para onde vocês estão indo? (Shopping Mall e Outlet)
4) O que vocês vão fazer lá? (Shopping)
5) Quanto tempo pretendem ficar? (Apenas 1 dia)
6) Quanto trouxeram de dinheiro? (Não muito, uns ....)
7) Qual foi a última vez que vieram aos Estados Unidos? (Foi em Dezembro...)
8) Para onde foram? (San Francisco, Los Angeles, Las Vegas)
9) Quanto tempo ficaram? (10 dias)
10) Você pode abaixar os vidros de trás? ou Você pode abrir o porta-malas?
Observação: é bom não ficar de boné (pois o cara pede para tirar), e é bom não atender o telefone (pois é, uma vez o meu telefone tocou bem na hora das perguntas... e o cara pediu para desligar).
Como a estrada estava tranqüila e a fila da fronteira estava quase vazia, a gente chegou cedo no shopping e mesmo assim fomos almoçar no Cheescake Factory. Depois demos uma passeada pelo shopping (comprei um fone de ouvido sem fio na Brookstone).
Passamos na Target e comprei o Kindle Touch para o meu pai. A Claudia comprou algumas coisinhas para os parentes e roupas.
Depois disso a gente resolver voltar para casa, pois não tínhamos nada para comprar mesmo...
Na volta, para atravessar a fronteira para o Canadá rolam as perguntas:
1) Posso ver os documentos? (Passaportes e PRs = Permanent Resident)
2) Quanto tempo ficaram? (apenas 1 dia)
3) Quanto gastaram? (sabemos que o limite é 0 para 1 dia de passeio e falamos o quanto gastamos)
4) O que compraram? (geralmente a gente fala o quanto foi de eletrônicos e o quanto foi de roupa)
> O oficial preenche um papel para pagar o imposto devido e orienta parar o carro e ir lá pagar
Dessa vez pedimos para ele pegar o I-94.
Para declarar é simples. O cara pergunta o que compramos e apresentamos as notinhas. Ele vê a carteira de motorista e fala quanto devemos. Daí a gente vai lá no caixa e paga.
Na volta pensamos em parar num Shopping em Mississauga (Dixie), mas já estava fechado...
E assim foi o nosso Sábado.
Ah, foi a primeira vez que testei o piloto automático. Ainda preciso me acostumar a dirigir sem estar com os pés nos pedais. Dá a impressão que o tempo de reação será maior... em caso de necessidade.
[]s
domingo, 8 de abril de 2012
Workando...
Há basicamente três motivos pelo qual eu não tenho publicado alguma coisa no Blog. O primeiro é que ultimamente ando sem tempo para bolar algo interessante para escrever, o segundo é que está difícil encontrar alguma novidade para publicar... e o terceiro é que ando preguiçoso mesmo.
Eu sempre digo que na maioria das vezes a falta de tempo é uma desculpa, pois tempo é questão de prioridade.
Lembrei de algo que alguns amigos me perguntaram algumas vezes há algum tempo. Como é trabalhar em inglês? (de repente já devo ter publicado alguma coisa a respeito, mas eu não me lembro).
Não vou generalizar, pois sei que a rotina varia de empresa para empresa e a experiência que imigrantes têm no ambiente de trabalho também varia. Por exemplo, já ouvi pessoas dizendo "é difícil encontrar canadense nas empresas, pois tem muito indiano e chinês" ou "o ritmo daqui é totalmente diferente do Brasil", etc... Vou contar como é a minha rotina.
Após a "depressão" de Domingo, assim como no Brasil, a 2a feira é o mesmo clima. Chego no trabalho, falo um "'d morning" para a recepcionista, e cumprimento as pessoas com quem encontro no caminho até minha mesa (geralmente não tem quase ninguém, pois eu chego bem cedo - umas 8h).
Geralmente meu chefe já está na sala dele, mas não tenho o costume de cumprimentá-lo (sei lá... já teve vezes que cheguei antes que ele e ele também não passa na minha mesa para me cumprimentar). A sala da VP fica ao lado e ela sempre chega mais cedo.
Depois de eu ligar o computador, verificar email, etc. eu vou lá encher minha garrafinha de água. Às vezes eu encontro uma ou outra pessoa e rola aquele diálogo mega rápido:
- Good Morning, how are you? (Bom dia, como vai?)
- Not bad, and you? (Não tão mal, e você?)
- Good, thanks. (Bem, obrigado)
ou uma variação do tipo:
- Good Morning, how are you?
- Good, yourself?
- Not bad.
e dependendo da pessoa, ainda perguntam como foi o final de semana:
- How was your weekend? anything special?
- Not really, just relaxing, and you?
- bla bla bla bla bla bla (eu sei que quando perguntam sobre o final de semana, geralmente elas é que têm algo para contar)
Lá pelas 8h20 chega a analista que trabalha comigo trazendo um monte de bolsas penduradas (às vezes ela vai para a academia depois do trabalho) e cansada de ter pego o ônibus + metrô. Ela também fala um "Good Morning" e eu respondo "Morning".
Depois de um tempinho, a Lily (o nome da analista) vira para mim e pergunta:
- So, how was your weekend?
- (daí eu conto um pouco o que aconteceu na 6a, sábado e domingo.. e pergunto sobre o final de semana dela)
- (daí ela geralmente fala que não fez nada de especial, saiu com amigos, comeu bastante e tal...)
Geralmente durante o dia eu tenho umas 2 ou 3 reuniões (às vezes 4 ou 5... e às vezes apenas 1). Felizmente eu não recebo muitos emails nem mensagens na caixa postal. Basicamente eu fico trabalhando com a documentação de processos, pesquisando informações para o meu projeto (Framework de Eficiência), criando mapas de processo, resolvendo pendências de outro projeto, etc.
Ler e escrever em inglês geralmente é bem mais fácil no começo (comparado com discutir algum assunto por telefone, ou conduzir uma reunião, ou até mesmo bater papo furado com os colegas de trabalho).
Eu não tenho problema algum (ou vergonha alguma) em conduzir reuniões, fazer apresentações, levantar e rabiscar no quadro branco, convencer as pessoas de uma solução de melhoria de processo, explicar o que a gente faz, etc... Mas ultimamente tenho deixado minha analista ganhar mais exposição com diferentes departamentos e ela melhorou muito!
Geralmente lá pelas 12h eu vou almoçar (e geralmente vou sozinho, pois acostumei a ir sozinho). Há pessoas que vão almoçar juntas, e muitas outras levam o almoço para comer no refeitório. A Lily gosta de ir um pouco mais tarde e também vai sozinha (geralmente ela compra e depois come na mesa dela). No começo eu achava estranho, mas já acostumei.
Depois do almoço eu vou escovar os dentes e percebo que a grande maioria não escova! Acho que já vi 1 ou outra pessoa escovando. Interessante que algumas pessoas me olham escovando dente e até fazem alguns comentários do tipo "eu deveria fazer isso também..."
Meu chefe é o diretor de BPM (Gerenciamento de Processos de Negócio) e também é responsável pela manutenção de algumas plataformas de software. Ele praticamente não interfere em nada no meu serviço, nem diz o que precisa ser feito. No começo do ano a gente discute um "Road Map" (basicamente macro-objetivos do ano) e eu monto um plano de ações e apresento. Toda 6a feira a gente se reúne para discutir o que foi feito e às vezes ele vai dizendo o que vem pela frente. No geral ele não reclama do progresso e resultados. Muitas vezes eu trago alguns problemas que apareceram e que precisam da intervenção dele.
De vez em quando a VP vem falar comigo (engraçado que muitas vezes é para saber minha opinião sobre processos e outras vezes para ajudá-la com probleminhas diários de Excel). Algumas outras pessoas também me perguntam dúvidas básicas de Excel eventualmente...
Como a empresa em que trabalho cuida de financiamentos, produtos de previdência, refinanciamento, etc. eu tenho aprendido bastante sobre o mercado. Tenho um pouco de envolvimento com o pessoal de vendas, produtos, estratégia, financiamento, risco, cobrança, jurídico, administração de empréstimos, documentação, pagamentos, financeiro, qualidade, suporte a operação, call center, treinamento etc.
Tem uma mulher de Portugal (que já mora no Canadá há mais de 15 anos) e troca umas palavras em português comigo. Há uma brasileira que é diretora de auditoria interna. Há chineses com sotaques fortes e chineses sem muito sotaque. Há russos, romenos, indianos, jamaicanos, turcos... Não há muitos latinos. Há muitos canadenses...
Felizmente eu consigo entender bem o que as pessoas falam (claro que tem uns que falam bem rápido e usam muitas expressões- como o meu chefe por exemplo) e não tenho problema de ser compreendido. Alguns vocabulários eu vou aprendendo com a Lily...
Eu trabalho no 10o andar e a AGF tem ainda o 11o, 9o e parte do 8o. No geral as reuniões acontecem no 10o ou 11o (e 9o quando é conduzido por TI).
Quando chega 16h40 eu arrumo minhas coisas e vou embora. Ninguém faz nenhum comentário do tipo "já vai?" ou "está desmotivado?". Eu só levanto e falo com a Lily:
- Have a good night! See you tomorrow! (Tenha uma boa noite! Vejo você amanhã!)
- Good Night! See you tomorrow!
E lá se foi mais um dia de trabalho...
alguém tem alguma curiosidade específica?
[]s
Eu sempre digo que na maioria das vezes a falta de tempo é uma desculpa, pois tempo é questão de prioridade.
Lembrei de algo que alguns amigos me perguntaram algumas vezes há algum tempo. Como é trabalhar em inglês? (de repente já devo ter publicado alguma coisa a respeito, mas eu não me lembro).
Não vou generalizar, pois sei que a rotina varia de empresa para empresa e a experiência que imigrantes têm no ambiente de trabalho também varia. Por exemplo, já ouvi pessoas dizendo "é difícil encontrar canadense nas empresas, pois tem muito indiano e chinês" ou "o ritmo daqui é totalmente diferente do Brasil", etc... Vou contar como é a minha rotina.
Após a "depressão" de Domingo, assim como no Brasil, a 2a feira é o mesmo clima. Chego no trabalho, falo um "'d morning" para a recepcionista, e cumprimento as pessoas com quem encontro no caminho até minha mesa (geralmente não tem quase ninguém, pois eu chego bem cedo - umas 8h).
Geralmente meu chefe já está na sala dele, mas não tenho o costume de cumprimentá-lo (sei lá... já teve vezes que cheguei antes que ele e ele também não passa na minha mesa para me cumprimentar). A sala da VP fica ao lado e ela sempre chega mais cedo.
Depois de eu ligar o computador, verificar email, etc. eu vou lá encher minha garrafinha de água. Às vezes eu encontro uma ou outra pessoa e rola aquele diálogo mega rápido:
- Good Morning, how are you? (Bom dia, como vai?)
- Not bad, and you? (Não tão mal, e você?)
- Good, thanks. (Bem, obrigado)
ou uma variação do tipo:
- Good Morning, how are you?
- Good, yourself?
- Not bad.
e dependendo da pessoa, ainda perguntam como foi o final de semana:
- How was your weekend? anything special?
- Not really, just relaxing, and you?
- bla bla bla bla bla bla (eu sei que quando perguntam sobre o final de semana, geralmente elas é que têm algo para contar)
Lá pelas 8h20 chega a analista que trabalha comigo trazendo um monte de bolsas penduradas (às vezes ela vai para a academia depois do trabalho) e cansada de ter pego o ônibus + metrô. Ela também fala um "Good Morning" e eu respondo "Morning".
Depois de um tempinho, a Lily (o nome da analista) vira para mim e pergunta:
- So, how was your weekend?
- (daí eu conto um pouco o que aconteceu na 6a, sábado e domingo.. e pergunto sobre o final de semana dela)
- (daí ela geralmente fala que não fez nada de especial, saiu com amigos, comeu bastante e tal...)
Geralmente durante o dia eu tenho umas 2 ou 3 reuniões (às vezes 4 ou 5... e às vezes apenas 1). Felizmente eu não recebo muitos emails nem mensagens na caixa postal. Basicamente eu fico trabalhando com a documentação de processos, pesquisando informações para o meu projeto (Framework de Eficiência), criando mapas de processo, resolvendo pendências de outro projeto, etc.
Ler e escrever em inglês geralmente é bem mais fácil no começo (comparado com discutir algum assunto por telefone, ou conduzir uma reunião, ou até mesmo bater papo furado com os colegas de trabalho).
Eu não tenho problema algum (ou vergonha alguma) em conduzir reuniões, fazer apresentações, levantar e rabiscar no quadro branco, convencer as pessoas de uma solução de melhoria de processo, explicar o que a gente faz, etc... Mas ultimamente tenho deixado minha analista ganhar mais exposição com diferentes departamentos e ela melhorou muito!
Geralmente lá pelas 12h eu vou almoçar (e geralmente vou sozinho, pois acostumei a ir sozinho). Há pessoas que vão almoçar juntas, e muitas outras levam o almoço para comer no refeitório. A Lily gosta de ir um pouco mais tarde e também vai sozinha (geralmente ela compra e depois come na mesa dela). No começo eu achava estranho, mas já acostumei.
Depois do almoço eu vou escovar os dentes e percebo que a grande maioria não escova! Acho que já vi 1 ou outra pessoa escovando. Interessante que algumas pessoas me olham escovando dente e até fazem alguns comentários do tipo "eu deveria fazer isso também..."
Meu chefe é o diretor de BPM (Gerenciamento de Processos de Negócio) e também é responsável pela manutenção de algumas plataformas de software. Ele praticamente não interfere em nada no meu serviço, nem diz o que precisa ser feito. No começo do ano a gente discute um "Road Map" (basicamente macro-objetivos do ano) e eu monto um plano de ações e apresento. Toda 6a feira a gente se reúne para discutir o que foi feito e às vezes ele vai dizendo o que vem pela frente. No geral ele não reclama do progresso e resultados. Muitas vezes eu trago alguns problemas que apareceram e que precisam da intervenção dele.
De vez em quando a VP vem falar comigo (engraçado que muitas vezes é para saber minha opinião sobre processos e outras vezes para ajudá-la com probleminhas diários de Excel). Algumas outras pessoas também me perguntam dúvidas básicas de Excel eventualmente...
Como a empresa em que trabalho cuida de financiamentos, produtos de previdência, refinanciamento, etc. eu tenho aprendido bastante sobre o mercado. Tenho um pouco de envolvimento com o pessoal de vendas, produtos, estratégia, financiamento, risco, cobrança, jurídico, administração de empréstimos, documentação, pagamentos, financeiro, qualidade, suporte a operação, call center, treinamento etc.
Tem uma mulher de Portugal (que já mora no Canadá há mais de 15 anos) e troca umas palavras em português comigo. Há uma brasileira que é diretora de auditoria interna. Há chineses com sotaques fortes e chineses sem muito sotaque. Há russos, romenos, indianos, jamaicanos, turcos... Não há muitos latinos. Há muitos canadenses...
Felizmente eu consigo entender bem o que as pessoas falam (claro que tem uns que falam bem rápido e usam muitas expressões- como o meu chefe por exemplo) e não tenho problema de ser compreendido. Alguns vocabulários eu vou aprendendo com a Lily...
Eu trabalho no 10o andar e a AGF tem ainda o 11o, 9o e parte do 8o. No geral as reuniões acontecem no 10o ou 11o (e 9o quando é conduzido por TI).
Quando chega 16h40 eu arrumo minhas coisas e vou embora. Ninguém faz nenhum comentário do tipo "já vai?" ou "está desmotivado?". Eu só levanto e falo com a Lily:
- Have a good night! See you tomorrow! (Tenha uma boa noite! Vejo você amanhã!)
- Good Night! See you tomorrow!
E lá se foi mais um dia de trabalho...
alguém tem alguma curiosidade específica?
[]s
sábado, 17 de março de 2012
Homenagem a minha fiel leitora
Essa é minha sogra conversando com a Claudia pelo Skype!
Estou bastante orgulhoso por ela ter aprendido a usar Skype, email, Facebook....
Acho que em breve ela vai precisar de um smartphone para poder ficar conectada todo o tempo...
Na verdade, antes disso, acho que seria legal ela ter um Blog! Com certeza eu colocaria um link para o Blog dela aqui no TutucomGoham.
:-)
Pena que eu não tenha tempo para colocar um post aqui todos os dias para poder receber um email da minha sogra com mais frequência! rs
sexta-feira, 9 de março de 2012
Memórias do Brasil
Acredito que nossa memória tenha capacidade pré-determinada (claro que alguns conseguem armazenar mais coisas que outros). Felizmente ou infelizmente a gente não consegue guardar na memória tudo o que aconteceu conosco. Às vezes queremos registrar na memória, mas os detalhes vão sumindo aos poucos, outras vezes queremos apagar da memória e de vez em quando ela dá algum sinal de vida.
Muita coisa aconteceu nos últimos anos e várias coisas já não estão mais claras em minha mente como antigamente (tem o fator idade também). Dá a impressão que as coisas novas vão substituindo as memórias antigas.
Bem, enquanto ainda lembro de algumas coisas, vou tentar deixar registrado aqui um pouco de como era a minha (ou nossa - minha e da Claudia) vida no Brasil. Vou tentar mostrar apenas os últimos anos... para não tornar o post mega confuso e cansativo.
Morávamos em São Paulo, no bairro do Cambuci. Ali na Rua Alexandre Levi onde outrora construíram alguns conjuntos de apartamentos. Fica bem perto da Avenida do Estado e um pouco longe de qualquer metrô. Na época em que decidimos entrar nesse financiamento, era basicamente o único que cabia (e olhe lá) no nosso bolso.
O apartamento, apesar de ter 2 quartos, era pequeno e tinha uns 45m2 (incluindo a varandinha). Morávamos no 1o andar. O condomínio oferecia algumas opções de lazer como área para churrasco, piscina, quadra, sala de ginástica, salão de festas. Na prática a gente não usava muito.
Convivíamos (na verdade reclamávamos sem nunca ter solução) do vizinho adolescente que morava no andar de cima e ouvia música (vamos tentar chamar de música) bem alto. Aparentemente o síndico não tomava nenhuma providência, pois o pai do menino fazia parte do conselho. Ainda havia o nosso vizinho de andar que tinha rinite alérgica e espirrava em stereo - mas, não sei se dava para fazer alguma coisa. Bem, a construção não tinha isolamento acústico e a reverberação do som tornava os ruídos ainda piores.
A gente tinha 2 carros que usávamos para ir trabalhar. Se não me engano o meu rodízio era de quarta-feira e o da Clau era de quinta. Apesar de eu não gostar de dirigir, e de muitas vezes perder horas no trânsito, a melhor opção ainda era sustentar um carro e ir trabalhar de carro. Por exemplo, indo de transporte público eu levava em torno de 1h30 para chegar no trabalho e umas 2h para voltar (quando eu pegava o fretado da empresa até o metrô). De carro, eu saía um pouco mais cedo para evitar o trânsito e levava uns 40 minutos.
Sempre tentei ser muito produtivo durante o horário de trabalho, pois a qualidade de vida para mim era conseguir não ficar trabalhando até tarde "voluntariamente". Infelizmente também já recebi feed-backs negativos por eu não ficar até mais tarde como a maioria. Bem, devido ao trânsito da volta, umas 3 vezes por semana eu ia para a academia e ficava lá por 1h30 mais ou menos.
A rotina era basicamente essa, acordar cedo, ir ao trabalho, correr para entregar as coisas, participar de muitas reuniões (muitas vezes em diferentes prédios), ir para a academia de vez em quando, pegar um trânsito e voltar para a casa. Jantar alguma coisa, ver TV, navegar na Internet, dormir. Nos finais de semana a gente ia ao Shopping, assistia a algum filme, ia na casa dos familiares, combinava alguma coisa com amigos, às vezes combinava um churrasco, e nos feriados a gente pensava em fazer algo diferente como viajar. Nas férias a gente também tentava fazer um passeio mais legal e tentar descansar. Nas festas de final de ano a gente, ou passava com familiares, ou tentava fazer uma outra viagem.
Eu gostava bastante da hora do almoço, pois sempre (grande maioria das vezes) íamos em grupo. Tínhamos a opção de comer no restaurante da empresa, mas geralmente saíamos de carro para algum outro lugar próximo (geralmente no carro da amiga Helena e orientada pela amiga Élida). Geralmente íamos ao Shopping Interlagos ou SP Market. De vez em quando a gente fazia mais de 1 hora de almoço para irmos a lugares diferentes e sempre muito bons por sinal.
De vez em quando combinávamos um Game Night com amigos e escolhíamos o local e o que cada um ia levar. Geralmente ficávamos até madrugada jogando. Isso era muito divertido.
Sempre que saíamos de carro, rolava uma preocupação sobre segurança, horário que íamos chegar, por onde iríamos passar, etc. Vidros muitas vezes fechados (no farol então...).
Geralmente eu abastecia no posto perto de casa. O mecânico também ficava perto de casa (não sei porque todo mês basicamente alguma lanterna queimava).
Teve época que estudei inglês, teve outra época que fiz aulas de desenho e de vez em quando eu ia para a quiropraxia. Essas coisas quebravam um pouco a rotina, assim como as muitas vezes que a gente ia ao supermercado (particularmente eu sempre gostei de ir ao supermercado - menos quando está muvucado). A gente ia bastante no Dia%, mas havia também o Carrefour perto de casa também.
Os finais de semana, como eu disse, eram preenchidos com passeios a casa de familiares ou eventualmente combinávamos alguma coisa com amigos. Até que dava para descansar bastante e sentir aquela depressãozinha de domingo à noite.
Tínhamos uma pessoa que limpava o apartamento e passava as roupas também (isso também contribuía bastante com a nossa qualidade de vida).
Meu passatempo basicamente era ler uma coisa ou outra, jogar video game, navegar na Internet (baixando coisas que muitas vezes eu não tinha tempo para ver ou ouvir), fazer tricô (sim, eu fazia tricô) ou algumas atividades do voluntariado (pelo PMI-SP).
Curtíamos muito ir ao Shopping Market Place por conta do cinema com lugar marcado, praça de alimentação, café Suplicy, voltinha na livraria cultura, e principalmente pela facilidade em estacionar (nos horários que a gente chegava geralmente). Também íamos ao Shopping Central Plaza por ser mais próximo do apartamento e não cobrar estacionamento.
Algumas coisas me estressavam: vizinho barulhento, gente folgada, jeitinho (dar uma de esperto), pessoas despreparadas para lidar com cliente (ainda mais quando eu era o cliente), muvuca, procurar vaga para estacionar. As coisas do trabalho que me estressaram já não são nada nada mais relevante hoje. Acho que essas são as primeiras coisas a irem sumindo... (que bom).
Coisas que desestressavam: comida da minha mãe ou da minha sogra/sogro, cochilar depois do almoço no final de semana, jogar video game, tricotar, ir ao Market Place, brincar com as sobrinhas, ouvir música no carro, almoço com o pessoal do serviço, game nights.
A gente não tinha muitos amigos (há pessoas com grupos e grupos de amigos), mas sempre estávamos próximos de uma maneira ou de outra. Muitas vezes bastava eu e a Claudia (já houve vezes em que ficamos o dia todo em casa sem fazer nada produtivo).
Acho que levávamos uma vida comum de classe média e não éramos infelizes. De repente posso dizer que eu era mais estressado e minha qualidade de vida não era tão boa. Por exemplo, eu não lembro de ter buzinado uma única vez desde que estamos aqui... e em São Paulo, eu buzinava quando ficava realmente inconformado com algumas coisas no trânsito.
Procurávamos participar das atividades familiares e não sei se posso dizer que meu relacionamento com meus pais e família era melhor ou pior. Talvez pelo fato de estar fisicamente próximo, eu me apoiava nesse fator para não procurar fazer coisas excepcionais junto (sair para comer fora ou estar completamente mais presente). Claro que quando se está fisicamente longe, algumas coisas começam a fazer falta e isso faz parte do aprendizado e adaptação.
Não sinto que era mais rico ou menos rico. Sinto sim que gastávamos pior o dinheiro que ganhávamos. A sensação de sacrifício para conquistar cada coisinha é mais evidente no Brasil... e acho que isso contribui também para a sensação de uma vida mais difícil.
Não lembro direito como eram meus valores no Brasil e teoricamente isso não deveria mudar, mas acho que de certa forma alguns valores mudaram. Por exemplo, minha visão do impacto que a desigualdade social causa, sustentabilidade, respeito, preconceitos, ... De repente o conjunto de mudanças me permite dizer que hoje sou mais paciente e de consciência tranquila.
Engraçado que das últimas vezes que estivemos no Brasil, tive a sensação de passar por lugares que pertencem a minha memória, mas que têm algumas peças faltando. Será que algum dia eu terei apenas "flash" de memória? Espero que fiquem as lembranças boas somente, pois sempre vou querer me sentir de certa forma "em casa" quando eu voltar ao Brasil.
[]s
sábado, 3 de março de 2012
Melhoria de Processos
Adoro o que eu faço e vou tentar explicar um pouco qual é o meu trabalho e o que eu fiz de interessante durante a semana.
Eu trabalho com melhoria de processos. Já faz algum tempo que as empresas perceberam que uma boa gestão dos processos de negócio traz uma boa vantagem competitiva. Tudo aquilo que diz respeito a: o que cada departamento precisa fazer, como deve ser feito, quem deve fazer, como otimizar os recursos e como reduzir as despesas tem a ver com melhoria de processos.
Claro que uma empresa não vive apenas de melhoria de processos. Há outras funções que são vitais para o sucesso e lucratividade. Geralmente a área de melhoria de processos dentro de uma empresa funciona como uma consultoria interna que busca a melhoria contínua e principalmente como melhorar a eficácia e eficiência de um modo geral.
O departamento onde trabalho foi criado há pouco tempo e a ideia do presidente e dos vice presidentes era de mapear o nível de maturidade em processos e o nível atual de eficácia para então definir planos de ação para otimizar os recursos. Tive bastante trabalho no ano passado para ter uma visão geral da área de operações e chegar a conclusão que muitos departamentos não estavam executando as atividades de maneira consistente (chamamos de "nível 2") e felizmente fizemos um trabalho de rever O QUE precisava ser feito e definir o COMO fazer.
Para esse ano, a VP da minha área me propôs um desafio interessante de construir uma metodologia de mapear a eficiência dos departamentos e criar também um indicador para isso. Apesar de ter alguma experiência nisso, eu tenho pesquisado bastante coisa a respeito. Basicamente a base é o conceito de Lean Six Sigma. O problema para mim é explicar o conceito e convencer que dá para implantar uma metodologia e ferramentas a baixo custo.
Durante essa semana eu tive uma conversa com o Diretor da área e mostrei o rascunho de uma apresentação que eu estou montando reunindo tudo o que eu já descobri. Percebi que ele está meio receoso em apresentar tanta teoria para os VPs... e decidi usar uma analogia para explicar o que eu queria dizer.
Analogia de Melhoria de Processos com Corrida de Carros:
1) - Cada competição tem um circuito no qual os carros correm. É preciso saber quando acelerar, quando reduzir, quando virar para direita, quando virar para a esquerda, etc.
- Da mesma forma, cada conjunto de atividades dentro de um departamento pode ser representado por processos e o fluxo de atividades dita o que precisa ser feito, em quanto tempo e de qual forma.
2) - O preparo do carro para cada competição influencia bastante a performance, pois o piloto pode ser bom, mas se o carro não estiver preparado, vai deixá-lo na mão.
- Nas empresas há várias ferramentas disponíveis para executar as atividades. Algumas são automatizadas, outras nem tanto. Alguns sistemas são integrados e outros não. Às vezes há muitos papéis, burocracia, etc... e às vezes não. O uso correto e combinado desses recursos influenciam na execução das atividades.
3) - As habilidades dos pilotos são essencias para vencer a corrida. O piloto precisa conhecer a pista, ter um carro bom e também destreza para combinar todos esses fatores e apresentar um resultado satisfatório.
- Nas empresas, os funcionários também necessitam habilidades. Não basta termos um processo bem desenhado e sistemas altamente sofisticados, se o funcionário não for bem treinado para exercer as atividades.
O Diretor adorou a analogia e pediu para eu incluir na apresentação.
Na semana que vem vou apresentar o rascunho para a VP e vamos ver qual rumo iremos seguir...
:-)
às vezes o Diretor me chama de "guru de processos", mas eu não acho que é para tanto - acho que quando fazemos o que gostamos, fazemos melhor...
[]s
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