quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Torta de Liquidificador


Dessa vez foi somente de carne moída, mas ficou ótima! (como diria a minha mãe: "até que a torta ficou direitinha").

Receita (4 a 6 pessoas):
- 2 xícaras de farinha de trigo (eu usei a integral, pois estou de regime rs rs)
- 2 xícaras de leite (com pouca gordura, pelo mesmo motivo)
- 1 xícara de óleo/azeite (eu coloco um pouco menos para ficar mais sequinha)
- 3 ovos
- 1 colher de sopa (não cheia) de fermento em pó
- 1 pitada de sal

Preparo:
- preparei a carne moída antes, refogando o alho (descobri que estava sem cebola dessa vez) e colocando um pouco de sal e azeite.
- usei o mixer para mexer todos os ingredientes.
- untei a forma (eu fiz apenas meia receita, pois basicamente só eu vou comer essa torta).
- pré-aqueci o forno em temperatura média.
- coloquei uma camada da mistura + carne moída + o resto da mistura.
- coloquei orégano por cima e também um pouco de parmesão.

... depois de uns 35min (eu gosto mais queimadinho) voilá.

[outras sugestões]
a) recheio de carne moída com ervilhas e ovo cozido (é a que minha mãe faz).
b) recheio de presunto, queijo e tomate (fizemos uma vez e ficou muito bom também). É bom comprar tomates mais firmes e tirar as sementes por causa da água que solta.
c) recheio de frango desfiado, tomate e queijo mussarela (fizemos uma vez e várias pessoas aprovaram). Dá um pouco mais de trabalho, mas vou dar a dica de desfiar o frango).


[frango desfiado] - peito
- cozinhar pedaços de frango (não temos panela de pressão) com água e sal por uns 20min.
- jogar fora a água quente e colocar água fria (pouca).
- lavar bem as mãos.
- desfiar os pedaços com as mãos (é a melhor forma que encontrei até agora).
- peneirar a "gororoba" (realmente a aparência não é boa) para tirar a água.
... e pronto!
- a sugestão é refogar alho e cebola com azeite, colocar o frango desfiado e acrescentar o sal e um pouco de orégano.

[]s

domingo, 29 de agosto de 2010

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Mais entrevistas...

Lá vai o resumão..

Na semana retrasada eu fiz:
a) Entrevista por telefone para a GE: acho que fui bem, mas acabei esquecendo de falar mais sobre os projetos e dar detalhes do que eu fiz (conform script que eu tinha preparado). A resposta deve chegar essa semana ou na próxima.
b) Entrevista pessoalmente no Scotiabank: essa eu achei que tinha ido super bem (levei até uma apresentação com as principais informações dos projetos relevantes) e pareceu-me que o Senior Manager e a Diretor tinham gostado de mim. Semana passada a diretora me ligou dizendo que eu tinha ótimas qualificações, mas decidiram por continuar o processo com candidatos internos. O bom é que o RH dessa área me ligou e perguntou se eu queria participar de outro processo para outra vaga, no mesmo departamento.

Na semana passada eu fiz:
a) Entrevista por telefone para a outra vaga no Scotiabank. Acho que fui bem (apesar de eu ainda estar meio desanimado de não ter conseguido a anterior) e isso até me rendeu uma entrevista pessoal com a Senior Manager (vou fazer amanhã).
b) Entrevista para uma vaga de voluntário de uma empresa de Empreendedorismo Social. Basicamente eles oferecem o mesmo serviço de consultoria, porém para entidades sem fins lucrativos. Definitivamente foi uma das minhas piores entrevistas e perdi a auto-confiança. Preciso me preparar para entrevistas desse tipo, com pessoas que têm menos experiência profissional do que eu.

Essa semana eu já fiz:
a) Entrevista por telefone com a Accenture (não tenho muita vontade de voltar). Fui muito mal e provavelmente não vai render nada.
b) Rápida entrevista por telefone com uma empresa de recrutamento para uma vaga no TD Bank (IT). Não me atrai muito, mas juntei minhas forças para expressar uma empolgação. Estou aguardando resposta ainda.

Ainda vou fazer... a entrevista pessoal amanhã no Scotiabank.

Saldo: estou ficando mais expert em entrevistas, porém algumas situações ainda me abalam e sinto a auto-confiança balançar. Continuo esperando a resposta da GE e do Scotiabank. Continuo aplicando semanalmente para várias vagas (só essa semana já devo ter aplicado para mais de 10 vagas).

Vamos ver quais serão os frutos...

[]s

domingo, 22 de agosto de 2010

7 meses - quase "Canucks"!


Hoje completamos 7 meses de Canadá... e pela primeira vez fomos dormir após as 6 da manhã (já conto a história).
Já está ficando um pouco difícil fazer as contas para saber há quanto tempo estamos aqui (ok ok, tem o fato de eu estar ficando velho também). Por um lado isso é muito bom, pois para mim significa que o tempo continua passando rápido e "deixo a vida me levar". Por outro lado é ruim, pois quando paro para pensar, dá uma sensação de "2010 está sendo um ano pelo menos esquisito".

Comparado com outros brasileiros que conhecemos aqui em Toronto, esse tempo pode parecer muito pouco para me dar a propriedade de falar (com maturidade) sobre o "viver em Toronto", mas vou deixar registrada minha impressão até agora (e esse é o meu maior objetivo com o Blog).

Os canadenses são, no geral, muito educados, possuem uma consciência socio-ambiental diferenciada, promovem e respeitam diferenças culturais, incentivam o voluntariado e ajuda ao próximo, procuram oferecer a todos uma boa qualidade de vida com serviços públicos voltados a sociedade, permitem que todos tenham o direito a ter uma vida digna num lugar onde se pode criar uma família com segurança, opções de lazer, respeito mútuo, valorização pessoal e profissional, etc. Claro que há pessoas e pessoas, há culturas e culturas, há situações e situações, há coisas boas e coisas ruins.

Praticamente todos os dias vejo notícias do Brasil e ultimamente tenho acompanhado as campanhas eleitorais. Vi pela Internet os debates entre os candidatos, vejo os números das pesquisas, vejo também os comentários nas redes sociais. Confesso ficar muito triste em ver um país como o Brasil, que eu sempre terei no coração, com tanto potencial, com pessoas que querem fazer o bem e um lugar melhor, com riqueza cultural, com riqueza natural, com pessoas altamente qualificadas para suas posições... e também com tantos problemas.

Dando "um passo para trás" e olhando o país pelo "lado de fora", sinto uma perda de esperança muito grande ao perceber que há um grande problema de administração dos recursos (arrecada-se mal, gasta-se pior ainda) e não consigo ver solução a curto, médio e talvez a longo prazos. Toronto é um lugar "menos perfeito" quanto eu imaginava, porém o fato de eu perceber que há um grande esforço para buscar melhorar já me traz um grande alívio. Sabe quando você trabalha ou convive com alguém que você chama "esforçado"?

A experiência de viver fora do país é enriquecedora no que diz respeito a auto-conhecimento e gerenciamento de alguns "demônios interiores" ou sentimentos diversos. Não tenho coragem em dizer que isso chama-se "amadurecimento", pois é muito forte para o que considero "adaptação".

É muito mais complicado do que eu imaginava lidar com um sentimento de saudades ou "homesick". A distância ou o sentimento de não ter as pessoas (família, parentes, amigos, conhecidos) próximos parece maior do que realmente ela é. Dá vontade de ter trazer todo mundo para cá.

Pensar, raciocinar, falar em outra língua é uma grande barreira, pois nos limita a expressarmos exatamente o que queremos. Às vezes precisamos falar de uma maneira diferente daquela que estamos pensando para nos fazer entender.

Assim como no Brasil a gente se adapta a situações adversas (andar pelas ruas à noite, dirigir pela cidade, fila em hospitais, etc etc etc), aqui também passamos por um período de adaptação. Rapidamente absorvemos o sentimento de segurança ao andar pelas ruas, gradualmente vamos destruindo algumas barreiras como: alimentação, saúde, serviços (transporte, correios, informação, lazer, etc) e continuamente vamos nos adaptando as situações do dia-a-dia.

Nesse último mês posso dizer que enfrentei 2 grandes dificuldades:

a) Dores nas costas: tive uma "crise" de dores nas costas (por conta do meu par de hérnias de disco) e aprendi de uma maneira não muito boa sobre os tratamentos e serviços de saúde. Aprendi o quanto é caro comprar remédios, o quão complicado é ser atendido pelo médico de família quando você considera um caso de emergência, o quão difícil é explicar exatamente a dor quando fui ao quiropata.

b) Procura pelo emprego: ainda não consegui uma oportunidade de trabalho e pude ver o quão competitivo é o mercado de trabalho (tive muita sorte ao conseguir a oportunidade na AMEX com 2 meses de Canadá). Aprendi (e ainda estou aprendendo) a lidar com frustrações; estou melhorando no meu preparo para as entrevistas por telefone e pessoalmente; estou conseguindo me vender melhor e valorizar tudo aquilo que adquiri durante minha vida profissional.

Ganhei:
- o prazer de começar a fazer um trabalho voluntário simplesmente inserindo algumas informações no computador, mas podendo fazer uma grande diferença.
- a disciplina de organizar minha vida e humildade para poder ir mais longe (a conquista da auto-confiança é muito importante para as entrevistas e para tudo o que venho fazendo).
- a felicidade de perceber que ainda temos grandes amigos no Brasil (conversas rápidas com o amigo Régis, conversa pelo Skype com a amiga Helena e um rápido telefonema de feliz aniversário ao amigo Segala por exemplo).
- a proximidade com a família ao falar periodicamente com os meus pais e perceber que eles estão ansiosos em fazer uma visita; ao poder contribuir um pouquinho com o crescimento profissional da minha irmã Aline; ao poder compartilhar momentos rotineiros da vida da minha irmã Adriana e vendo o crescimento da minha sobrinha Mirian que "me tocou" com suas mãozinhas pelo monitor do computador.

Nesse últimos mês começamos a fazer "Game Night" e ontem jogamos Banco Imobiliário, UNO e depois Buraco que acabou indo madrugada a fora (ou a dentro?). O saldo foi super positivo, com um ótimo passatempo e indo dormir ao nascer do sol.

"Deixa a vida me levar... vida leva eu".

[]s

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Tristeza... por favor vai embora!


A busca pelo emprego não está fácil e já completei 2 meses nessa jornada. Posso até dizer que estou ficando especialista em processo de procurar emprego, adequar o currículo, aplicar para vagas, ensaiar para a entrevista e controlar a ansiedade.
A visão que tenho é que o OTIMISTMO e a OPORTUNIDADE estão indo embora de mãos dadas. Ainda desajeitados como pingüins e longe de escaparem de vista, mas ... "keep walking".


Na semana passada participei de 2 entrevistas nas quais eu estava apostando bastante. Uma ainda está em andamento e é uma super vaga na G&E e a outra teve seu fim ontem para uma vaga no Scotiabank (super prédio rs rs). O tiro foi na água, mas acho que acertei algum submarino (como na batalha naval).

Ontem a diretora de projetos estratégicos com a qual eu tinha feita a entrevista na semana passada me ligou dizendo que eu tinha boas qualificações, porém decidiram por prosseguir com o processo com pessoas internas. Ela pediu para eu ficar de olho nas vagas do Scotiabank, pois em breve abririam mais oportunidades para a área dela.

Interessante que logo em seguida o RH dessa mesma área me ligou para agendar uma entrevista por telefone para uma vaga que eu tinha aplicado (eu sabia que era a mesma área) recentemente. O cargo é um pouco diferente e menos "legal", mas acredito ter as qualificações necessárias também. É para um contrato de apenas 6 meses, mas está valendo.

[]s

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Homesick (vi no jornal)

Vi um artigo no jornal falando do sentimento "Homesick" que estudantes sentem quando vêm ao Canadá e dá 10 dicas de como lidar com isso. Apenas para constar, o Canadá recebe estudantes de mais de 130 países e contribui com mais de $6.5 bi para a economia.

1) Keep in regular contact with family and friends.
2) Get involved! Attend campus activities and events to meet new friends and enjoy new experiences.
3) Exercise is a stress-buster. Participate in sports or other activities that interest you.
4) Learn about healthy Canadian foods and share meals with a buddy who can explain dishes you're not familiar with.
5) Get to know Canadians and try to understand and appreciate their culture while sharing your own.
6) Don't be too discouraged if your early marks are not as high as they were at home.
7) If you're not sure that you like your new surroundings, try to think of one thing each day that you do enjoy about your home away from home.
8) Take time to be alone and read or relax.
9) Learn from others, such as friends who have already experienced cultural adjustment. A heart-to-heart discussion can really help when you're feeling down.
10) Concentrate on the long-term advantages of studying in Canada. Keep your sense of humour and remember that things will definitely get better.

*levante a mão se precisa de alguma ajuda para entender o que está escrito acima!
[]s

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

200 dias de vida canadense!

Amanhã completaremos 200 dias que estamos no Canadá!

A sensação de nascer grande em um novo país é indescritível...

[]s